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Superdotados: como são os exames e quais as consequências para as crianças
Descubra como a superdotação infantil pode ser identificada e qual o papel da escola no desenvolvimento das habilidades cognitivas e emocionais
Recentemente, uma garotinha chamada Lulu viralizou nas redes sociais, impressionando o público com suas habilidades avançadas para a idade. Sua desenvoltura precoce na fala e facilidade em brincar com conceitos complexos chamaram a atenção de milhares de seguidores da mãe de Lulu. No entanto, o que mais intrigou os pais da menina foi o desenvolvimento muito rápido que ela apresentava.
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Ao perceber que a filha tinha características acima da média, os pais de Lulu buscaram orientação médica para entender melhor o que estava acontecendo. Após uma série de testes, foi constatado que a criança possuía superdotação profunda.
O que é superdotação? Especialista explica o fenômeno
Em entrevista ao Estúdio 360, o Dr. João Paulo Cirqueira, psiquiatra especializado em infância e adolescência, explicou que a superdotação é uma condição de neurodesenvolvimento, e não uma doença. “A superdotação se refere a um conjunto de habilidades que estão muito acima da média, tanto em áreas gerais quanto específicas”, disse ele.
Segundo Cirqueira, crianças superdotadas costumam se destacar pela alta curiosidade, criatividade e facilidade em resolver problemas. No caso de Lulu, as suas habilidades foram notadas na fala, mas a superdotação pode se manifestar em diversas áreas, como matemática e artes. O diagnóstico é geralmente feito com o auxílio de um neuropsicólogo, que aplica uma série de testes para medir o quociente de inteligência (QI) da criança. O resultado de Lulu foi acima de 130, o que confirmou sua superdotação.
A escola tem papel fundamental no desenvolvimento das crianças superdotadas
Ainda durante a entrevista, o Dr. João Paulo destacou a importância da escola no desenvolvimento dessas crianças. Ele afirmou que, muitas vezes, os talentos são identificados inicialmente pelos professores, pedagogos e psicólogos educacionais, que trabalham em conjunto para estimular essas habilidades. “A função da escola é proporcionar um ambiente onde a criança possa desenvolver todo o seu potencial sem se sentir pressionada ou desmotivada”, acrescentou o especialista.
No caso de Lulu, a escola desempenhou um papel crucial na identificação das suas habilidades. A mãe da menina relatou que os professores foram essenciais para o processo, encaminhando a criança para a avaliação com especialistas. De acordo com Cirqueira, é importante que as instituições de ensino adaptem o currículo e criem um ambiente desafiador para essas crianças, a fim de evitar o tédio e a falta de motivação.
Superdotação não é garantia de sucesso futuro
Ainda assim, o Dr. João Paulo alerta que a superdotação não garante sucesso na vida adulta. “O sucesso depende de uma série de fatores, como a inteligência emocional e a resiliência diante das adversidades”, afirmou ele. Em outras palavras, o fato de ser superdotada não define todas as áreas da vida de uma pessoa, e é essencial que a criança receba apoio emocional, além de estímulo intelectual.
Durante a entrevista ao Estúdio 360, o psiquiatra também explicou que, apesar de os testes cognitivos serem úteis para medir o QI ao longo do tempo, o sucesso na vida depende de como a criança lida com desafios e se adapta a novas situações. Ele ressalta que o foco deve ser no desenvolvimento global, e não apenas no talento específico.
A história de Lulu ilustra como a superdotação, quando bem diagnosticada e acompanhada, pode ser desenvolvida de maneira saudável e equilibrada, com o apoio da escola e da família, garantindo que o talento se transforme em uma oportunidade para o futuro.
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