Coluna Vitor Vogas
Câmara de Vitória desiste de alugar nova sede e seguirá onde está
Legislativo Municipal poderia se mudar para o terreno do antigo Aeroporto de Vitória, mas empresa proprietária do imóvel não concordou com os valores

Plenário da Câmara de Vitória. Foto: CMV
A Câmara Municipal de Vitória (CMV) desistiu de alugar um imóvel na cidade para instalar sua nova sede. Deflagrado em outubro do ano passado, o processo visando à locação de um prédio privado para transferir a sede não foi bem-sucedido. Com isso, ao menos por enquanto, a CMV continua onde está, na velha sede situada na Avenida Beira-Mar, ao lado da sede da Prefeitura de Vitória.
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Compreendendo o plenário, um edifício e um anexo, a sede do Legislativo Municipal apresenta seríssimos problemas estruturais, reconhecidos e apontados pelo próprio presidente da Câmara, Leandro Piquet (Republicanos), em entrevista coletiva no dia 4 de outubro, a partir de um detalhado laudo emitido pelo CREA-ES.
Foi isso o que levou o presidente a abrir consulta pública e “ir ao mercado” em busca de um prédio para alugar. A empresa detentora do terreno onde fica o antigo Aeroporto de Vitória, na Avenida Fernando Ferrari, manifestou interesse e chegou a apresentar uma proposta. As duas partes chegaram a encetar uma negociação.
No entanto, o dono do imóvel desistiu de alugar o prédio para a Câmara, por não concordar com o preço estipulado pela Comissão Permanente de Engenharia de Avaliações (Copea), órgão avaliador da Prefeitura de Vitória. O proprietário considerou que o valor estaria subestimado por não levar em conta todas as reformas e adequações que seriam necessárias para a instalação da Câmara. Diante do recuo do proponente, a Câmara deu por encerrado o processo de locação.
Em nota enviada à imprensa, a assessoria de comunicação da CMV explicou que, “após diálogo inaugurado na Consulta Pública 01/2023, publicada no Diário Oficial do dia 09/10/2023, entre a Câmara Municipal, o Copea e proponente acerca de avaliação imobiliária, não foi possível prosseguir com o processo de mudança da sede do Poder Legislativo Municipal da Capital”.
Segundo a assessoria da Câmara, “o proponente entendeu que os valores sugeridos pelo órgão de fiscalização não levaram em considerações elementos considerados fundamentais para a composição do valor final (custo da operação, valor da reforma, gastos de locação e despesas tributárias)”.
Por isso, conclui a nota, “a presidência da CMV dá por encerrado este processo, reafirmando seu compromisso com a readequação estrutural da sede atual”.
Ainda segundo a assessoria de comunicação, em diálogo com os vereadores, a direção da Câmara buscará novas alternativas que ampliem o acesso dos cidadãos aos trabalhos do Parlamento, incluindo o deslocamento dos serviços administrativos da CMV para o Centro de Vitória.
Outra proposta é a criação de “gabinetes volantes” para que os vereadores exerçam suas atividades em diferentes localidades.
