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Dengue: Espírito Santo registra mais de 109 mil casos em 2024

A chegada do período das chuvas pode aumentar a proliferação do mosquito da dengue, por isso o estado intensifica a importância da vigilância

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O Espírito Santo registrou mais de 109 mil casos de dengue apenas em 2024, quase alcançando o total de casos do ano passado. Apesar da redução na contaminação, a vigilância deve continuar. Em entrevista ao EStúdio 360, subsecretário de Vigilância em Saúde, Orley Cardoso, explicou que o estado teve um número alto de notificações, com mais de 210 mil pessoas reportando sintomas e 39 óbitos confirmados.

A letalidade deste ano está um pouco menor em comparação ao ano passado, que teve 100 óbitos. Embora o número de casos notificados seja alto, as taxas de mortalidade estão dentro do aceitável pelo Ministério da Saúde. No entanto, a quantidade de mosquitos circulando continua elevada, o que mantém a ameaça constante.

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Impacto das chuvas e tipos de vírus

O Espírito Santo ainda registra mais de 2.800 casos de dengue por semana. Em comparação ao pico de 16 mil casos semanais, o número atual parece menor, mas continua preocupante. A chegada do período de chuvas de verão pode aumentar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, vetor da dengue.

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Além disso, a presença dos sorotipos 3 e 4 do vírus da dengue em outros estados representa um risco adicional. Mesmo que a população já tenha sido exposta aos sorotipos 1 e 2, a introdução de novos sorotipos pode resultar em novos surtos.

Vacinação e controle do Aedes Aegypti

A adesão à vacina contra a dengue ainda é baixa, mesmo estando disponível para jovens entre 10 e 16 anos. A Secretaria de Saúde reforça a importância de completar o esquema vacinal para garantir a eficácia da imunização. O subsecretário destacou a necessidade de ampliar o público-alvo conforme novas diretrizes do Ministério da Saúde forem estabelecidas.

O controle do mosquito Aedes aegypti é crucial para reduzir a incidência de dengue, zika e chikungunya. A eliminação de locais de proliferação, como recipientes com água parada, é essencial. Medidas simples, como manter caixas d’água fechadas e eliminar objetos que acumulam água, podem fazer a diferença.

Outras doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti

Além da dengue, o Aedes aegypti também transmite zika e chikungunya. O aumento nos casos de zika e chikungunya preocupa as autoridades de saúde. A chikungunya, em particular, pode causar dores crônicas que persistem por meses ou anos. Em 2024, 388 gestantes foram infectadas com o vírus da zika, felizmente sem registros de microcefalia até o momento.

O Espírito Santo também monitora a febre do Nilo e a febre oropouche, ambas transmitidas por outros vetores. A febre oropouche, identificada no estado no início deste ano, já resultou em 395 casos confirmados. Gestantes são monitoradas de perto, devido ao risco de microcefalia associado ao vírus.

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