Dinheiro
Espírito Santo é o oitavo estado que vai gastar menos com reajuste de servidores
Levantamento do portal G1 mostra, em números absolutos, a soma de mais de R$ 30 bilhões com reajuste nos estados

Espírito Santo é o oitavo estado que vai gastar menos com o reajuste de servidores. Foto: Pixabay
Em 2022, os governadores terão um gasto adicional de R$ 32,7 bilhões com os projetos de reajustes salariais para servidores. No ranking, o Espírito Santo é o oitavo estado com menos gastos, a estimativa é de R$ 520 milhões de orçamento com os reajustes.
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São Paulo é o primeiro da lista, sendo o mais populoso do país e, consequentemente, com mais gastos. O impacto orçamentário é estimado em R$ 9,4 bilhões. Os dados são de um levantamento realizado pelo portal G1 e GloboNews com os 26 estados e o Distrito Federal.
De acordo com a pesquisa, todos os estados já aumentaram os salários dos funcionários públicos ou apresentaram às assembleias projetos que contemplam recomposições. Conta também o reajuste do magistério, que foi sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro em fevereiro.
Depois do Espírito Santo, estão no ranking de estados que menos gastam: Mato Grosso, Amazonas, Amapá, Sergipe, Acre, Roraima e Pará fechando a lista com estimativa orçamentária em R$ 170 milhões.
A política de reajuste, no entanto, é diferente entre os estados. No Rio Grande do Sul, por exemplo, o reajuste será apenas ao novo piso do magistério. Em Minas Gerais, governador Romeu Zema (Novo), pré-candidato a um novo mandato, anunciou um reajuste de 10,06% nos salários de todos os servidores do estado. O impacto na conta do estado é estimado em R$ 4,5 bilhões.
Rio de Janeiro, que está há seis anos em regime de recuperação fiscal e negocia um novo plano de socorro com a União, aparece em terceiro lugar. O Estado comandado por Cláudio Castro (PL), que também deve disputar a reeleição em outubro, anunciou uma recomposição salarial orçada em R$ 3,1 bilhões. O aumento será de 13% para todos os servidores.
A Secretaria de Fazenda do Rio de Janeiro diz que a “recomposição tem previsão no Orçamento do Estado para 2022 e está dentro do teto de gastos estadual.”
De acordo com o levantamento, em Alagoas o projeto de reajuste está parado na procuradoria do estado. Rondônia informou que ainda calcula o impacto fiscal do reajuste e Tocantis não informou o custo do aumento da polícia penal, reajustado neste ano.
