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Incel: o que é o termo que viralizou com a série “Adolescência”

Nova produção da Netflix aborda masculinidade tóxica, violência online e o universo incel

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Jamie Miller é o personagem principal da trama que destaca o que é incel. Foto: Reprodução/Netflix

Jamie Miller é o personagem principal da trama que destaca o que é incel. Foto: Reprodução/Netflix

A série Adolescência, da Netflix, tornou-se um fenômeno mundial e alcançou o top 1 da plataforma em 71 países, incluindo o Brasil. Com quatro episódios, a produção levanta questões como masculinidade tóxica, violência online e o universo incel, despertando o interesse do público e gerando debates sobre o tema.

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O termo incel apareceu como uma novidade para muitos espectadores que nunca haviam escutado falar sobre o assunto. A palavra surgiu nos anos 1990 e é uma abreviação de “celibatários involuntários”. São pessoas que se consideram incapazes de ter relacionamentos ou vida sexual, apesar do desejo por uma relação. Para esse grupo, a falta de características físicas atraentes seria o motivo da rejeição.

De acordo com a Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, o conceito atual engloba indivíduos que enfrentam altos níveis de rejeição romântica e sofrem com sintomas como depressão, ansiedade, apego inseguro e solidão.

Nos fóruns online, os incels propagam discursos misóginos, culpando as mulheres por suas frustrações e afirmando que elas são manipuladoras e interesseiras. Com o avanço das redes sociais, esses grupos cresceram e ganharam mais visibilidade. O problema se tornou ainda mais grave porque algumas dessas comunidades passaram a justificar atos de violência e misoginia.

Adolescência

A nova série da Netflix mergulha nas transformações da família Miller após um evento chocante. Na trama de “Adolescência”, Jamie Miller, de 13 anos, é acusado de assassinar uma colega da escola. A partir dessa premissa, a produção aborda temas como influência familiar, social e digital na formação dos jovens.

Os criadores explicam que o foco da série está nos efeitos que discursos conservadores e misóginos podem ter na criação de meninos. A narrativa mostra como essas influências moldam comportamentos e impactam as relações dentro e fora de casa.

O projeto foi desenvolvido por Stephen Graham, que também interpreta Eddie Miller, pai do protagonista. Em entrevista ao portal Tudum, da Netflix, o ator e criador destacou que a intenção da produção é provocar reflexão sobre a sociedade e a educação dos jovens.

O roteirista Jack Thorne, que assina o roteiro ao lado de Graham, também falou sobre o impacto da série. Segundo ele, o processo de criação os levou a repensar suas próprias vivências. “A série nos fez refletir como homens, pais, parceiros e amigos”, afirmou.

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