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Coluna Vitor Vogas

Subsecretário de Pazolini é lançado a prefeito de cidade do sul pelo PL

Sub de Relações Institucionais de Vitória e membro da cozinha política do prefeito, Kauê Oliveira é aposta de Magno Malta em Piúma. Como interpretar?

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Kauê Oliveira (ao centro) discurso ao ser lançado como pré-candidato do PL a prefeito de Piúma (24/08/2024)

O subsecretário de Relações Institucionais de Vitória, Kauê Oliveira, vai se filiar ao Partido Liberal (PL) e foi lançado na noite de quinta-feira (24) para concorrer a prefeito de Piúma pelo partido do senador Magno Malta. O anúncio foi feito pelo tesoureiro estadual do PL, o pastor Carlos Salvador, durante o evento de posse do novo Diretório Municipal do PL, no Centro Evangélico Shekinah, na cidade do litoral sul do Espírito Santo.

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Aliado histórico de Magno Malta, Salvador confirma à coluna: “Ele vai se filiar ao PL e terá legenda para disputar, sim”. A informação é ratificada pelo próprio Magno, presidente estadual do PL, por intermédio de sua assessoria de imprensa: “Kauê será pré-candidato em Piúma”.

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O evento de lançamento da pré-candidatura de Kauê contou com a presença de figuras proeminentes do PL no Espírito Santo, como o deputado federal Gilvan da Federal e os deputados estaduais Callegari e Lucas Polese, além da 1ª suplente de Magno no Senado, Marcinha Macedo. Na oportunidade, com uma bandeira pendurada no ombro à moda de Gilvan, Kauê já discursou para a militância na condição de pré-candidato do PL. Assumiu o compromisso de defender a bandeira da direita conservadora e o povo piumense.

Além da pré-candidatura em si, a informação tem grande relevância pelo fato de Kauê exercer cargo de segundo escalão na Secretaria de Governo da gestão Lorenzo Pazolini (Republicanos) em Vitória. Como subsecretário de Relações Institucionais, ele é diretamente subordinado ao secretário de Governo, Aridelmo Teixeira (Novo), e atua especificamente na articulação política com a Câmara Municipal. Não só faz parte da cozinha política de Pazolini como é muito próximo ao presidente estadual do Republicanos, Erick Musso, principal responsável pelas articulações eleitorais em nome do prefeito e correligionário.

Erick tem feito movimentos de aproximação com o PL de Magno Malta, o que inclui alguns gestos públicos, como um café com o deputado estadual Capitão Assumção (PL) no primeiro semestre, devidamente registrado e publicado pelo ex-presidente da Assembleia Legislativa em suas redes sociais.


A questão que se levanta, então, é se o ingresso de Kauê no PL pode significar o ingresso do PL na administração de Pazolini em Vitória, o que por sua vez poderia se desdobrar em uma aliança eleitoral no campo da direita objetivando a reeleição do prefeito em 2024. Em julho, porém, o PL lançou a pré-candidatura do Capitão Assumção à Prefeitura de Vitória.

E agora, será que muda algo? A partir da filiação do subsecretário, por acaso a direção do PL considera que o partido passa a fazer parte do governo Pazolini em Vitória? O próprio Magno responde ao questionamento. Em nota enviada à coluna por sua assessoria de imprensa, o senador refuta essa interpretação, delineando que são coisas diferentes:

“A filiação de Kauê Oliveira ao PL-ES não está relacionada ao cargo que ele ocupa atualmente na Prefeitura de Vitória. Também não está ligada a um apoio do PL-ES ao atual prefeito de Vitória, Pazolini. Aliás, no encontro estadual do partido, foi anunciado o nome do deputado estadual Capitão Assumção como pré-candidato a prefeito na capital.”

O encontro estadual do PL ocorreu no último sábado (19), em um cerimonial de Vila Velha.

A coluna tentou, sem sucesso, falar com Erick Musso, Aridelmo e Kauê.

Em todo caso, esse movimento agora reforça duas percepções deste colunista. A primeira, imediata e muito clara, é que Erick e Magno estão hoje muito próximos e alinhados, costurando a quatro mãos os acordos que perpassam as eleições do ano que vem – uma colcha de retalhos a ser estendida sobre vários municípios de norte a sul do Espírito Santo, juntando PL e Republicanos em muitos deles, em coligações da direita conservadora.

A segunda é que, se confirmadas tanto a candidatura de Pazolini como a de Assumção em Vitória, acredito que os dois firmarão um pacto de não agressão no 1º turno, pois os respectivos partidos no fundo estarão num movimento com o mesmo fim estratégico: derrotar forças de esquerda e/ou do governo Casagrande (PSB). Isso implicará o compromisso de estarem juntos no 2º turno: se um dos dois passar para a fase decisiva do processo, terá necessariamente o apoio eleitoral do outro.