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Coluna Valor em Foco

A oportunidade nos ativos de crédito privado isento

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Imagem: Shutterstock

O cenário atual do mercado de renda fixa oferece oportunidades atrativas para investidores que buscam alternativas eficientes em termos de rentabilidade real e tributação. Com a NTN-B remunerando acima de IPCA+7%, observamos ativos de crédito privado isentos de Imposto de Renda pagando taxas ainda superiores a esse patamar.

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Além do prêmio de risco adicional que esses papéis oferecem, a grande vantagem tributária dos ativos isentos faz com que o retorno líquido para o investidor seja ainda mais interessante. Neste artigo, exploramos essa oportunidade e os cuidados necessários para uma alocação eficiente.

O Poder da Eficiência Tributária nos Ativos Isentos

Os títulos públicos indexados à inflação, como as NTN-Bs, são uma referência importante para investidores que buscam preservar e rentabilizar seu patrimônio acima da inflação. No entanto, um aspecto frequentemente negligenciado é o impacto da tributação sobre os rendimentos.

Nos títulos IPCA+, o Imposto de Renda incide sobre todo o rendimento, incluindo a correção monetária. Isso significa que parte do ganho real do investidor acaba sendo corroído pela tributação. Já nos ativos isentos de IR, 100% do rendimento é incorporado ao patrimônio do investidor, aumentando significativamente a rentabilidade líquida.

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Por exemplo, considere um título IPCA+7% com incidência de 15% de IR sobre o rendimento total:

  • Rentabilidade bruta: IPCA + 7%
  • Rentabilidade líquida (após IR): IPCA + 5,95%

Enquanto isso, um ativo de crédito privado isento que pague IPCA+7,5% entrega essa taxa integralmente ao investidor, sem perdas com tributação.

Essa diferença pode parecer pequena no curto prazo, mas, em um horizonte de 10 a 20 anos, o efeito da tributação acumulada pode significar um impacto relevante na acumulação de patrimônio.

O Momento Atual: Juros Reais Elevados e Spreads Comprimidos

Atualmente, os títulos públicos oferecem juros reais acima de IPCA+6%, um nível historicamente atrativo. Para se ter uma referência, nos últimos 15 anos, a taxa real do CDI foi de aproximadamente 3,5% ao ano. Isso significa que, no momento, é possível obter retornos substancialmente superiores à média histórica.

Entretanto, um ponto de atenção é o comportamento dos spreads de crédito.

O Que é o Spread de Crédito?

O spread de crédito representa o prêmio de risco adicional pago por um ativo de crédito privado em relação a um título público de referência. Esse diferencial remunera os investidores pelo risco adicional de inadimplência e menor liquidez.

No contexto atual, os spreads estão comprimidos, ou seja, o prêmio adicional oferecido pelo crédito privado está relativamente baixo em comparação com a média histórica. Segundo dados recentes, o IDA-IPCA Infraestrutura apresentou um spread médio de apenas 0,45% sobre as NTN-Bs, demonstrando que o mercado está precificando um risco menor para esses ativos.

Isso significa que, embora as taxas absolutas sejam atrativas, é importante que o investidor selecione cuidadosamente os emissores e avalie os riscos envolvidos.

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Investir com Foco no Juros Real e no Longo Prazo

Outro erro comum entre investidores é focar excessivamente no rendimento nominal, sem considerar o impacto da inflação.

Investidores experientes sabem que o que realmente importa para a construção de patrimônio é o juros real — ou seja, o rendimento acima da inflação.

No Brasil, momentos de juros altos podem criar uma ilusão de rentabilidade elevada, mas se a inflação acompanha esse movimento, o ganho real pode ser reduzido. Por isso, ativos indexados à inflação continuam sendo uma escolha estratégica para quem busca preservar poder de compra no longo prazo.

Oportunidades como debêntures incentivadas, CRIs e CRAs, que combinam rentabilidade acima da inflação e isenção fiscal, tornam-se ainda mais relevantes nesse cenário.

Conclusão: Como Aproveitar Essa Oportunidade?

Dado o cenário atual, o investidor que deseja aproveitar essa oportunidade deve considerar alguns pontos:

  1. Comparar taxas reais: Avalie sempre a rentabilidade líquida, considerando os impactos tributários.
  2. Diversificar emissores: Com spreads comprimidos, a seleção de ativos é crucial. Prefira emissores com boa qualidade de crédito.
  3. Pensar no longo prazo: Invista com foco no juros real e na preservação do patrimônio.
  4. Monitorar o mercado: O comportamento da curva de juros e dos spreads pode impactar as oportunidades futuras.

Com a combinação certa de ativos, é possível maximizar o retorno líquido e otimizar a alocação patrimonial de forma inteligente e eficiente.

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