Política
Prefeito de Piúma tem afastamento prorrogado por mais 60 dias
No dia 18 de outubro do ano passado, ele foi afastado do cargo por 90 dias após ser investigado pelo MPES

Prefeito de Piúma, José Ricardo Pereira da Costa, conhecido como “professor Ricardo”. Foto: Arquivo Pessoal
O Tribunal de Justiça do Espírito Santo prorrogou por mais 60 dias o afastamento do prefeito de Piúma, José Ricardo Pereira da Costa (PDT), conhecido como “professor Ricardo”, investigado pelo MPES (Ministério Público do Espírito Santo) no envolvimento das práticas de organização criminosa, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva. A informação foi confirmada pelo Secretário de Governo de Piúma, Dionatan Hermogênio.
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De acordo com a decisão, José Ricardo Pereira da Costa também fica proibido de acessar quaisquer dependências do Poder Executivo Municipal.
No dia 18 de outubro do ano passado, “professor Ricardo” foi afastado do cargo por 90 dias. O prazo seria encerrado nesta quarta-feira (15). A assessoria do prefeito informou que ele foi notificado no início da noite desta terça-feira. A vice-prefeita de Piúma, Regina Martha Scherrer Rocha continua interinamente na administração do município. O Ministério Público do Espírito Santo foi acionado e não se posicionou sobre o andamento da investigação.
2ª fase da Operação Rubi
O prefeito de Piúma e o secretário municipal de Obras e Serviços, André Layber Miranda foram alvos da 2ª fase da Operação Rubi, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) no dia 18 de outubro do ano passado. A operação apura o superfaturamento e o direcionamento de contratos, principalmente de serviços de limpeza, em troca de propina a agentes públicos. O prejuízo gerado pelo esquema não foi informado.
Também no mesmo dia, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão na operação, sendo três em Piúma, dois em Linhares, um em Vila Velha, dois em Cariacica, um em Cachoeiro de Itapemirim e três em Anchieta.
Assim como na 1ª fase da operação, em maio de 2019, que resultou na prisão da prefeita de Presidente Kennedy, Amanda Quinta (PSDB) – em liberdade atualmente -, a suspeita é que o prefeito, o secretário e outras duas pessoas teriam favorecido uma empresa de limpeza durante processo licitatório e superfaturado o contrato.
