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Dia a dia

PF faz buscas na casa de Bolsonaro e prende ajudante do ex-presidente

A operação da PF investiga grupo suspeito de inserir falsos dados de vacinação contra a covid-19 no sistema do Ministério Saúde.

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Bolsonaro e Mauro Cid (Foto: Agência Brasil)

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quarta-feira, Mauro Cid Barbosa, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. A operação da PF investiga grupo suspeito de inserir falsos dados de vacinação contra a covid-19 no sistema do Ministério Saúde. A casa do ex-presidente, em Brasília, também é alvo de busca e apreensão pelos agentes federais nesta manhã.

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Segundo a colunista da BandNews, Mônica Bergamo, o ex-presidente Jair Bolsonaro disparou telefonemas a políticos, apoiadores, advogados e auxiliares depois de ter sido alvo de um mandado de busca e apreensão da Polícia Federal. Ele foi pego de surpresa pela ação de hoje.

De acordo com informações da jornalista, os aliados estão irritados, pois dizem que Jair Bolsonaro está colaborando com as autoridades em investigações. Um auxiliar do ex-presidente chegou a afirmar: “estão brincando com fogo”.

Além disso, estão sendo cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva, em Brasília e no Rio de Janeiro, além de análise do material apreendido durante as buscas e realização de oitivas de pessoas que detenham informações a respeito dos fatos.

De acordo com a PF, as inserções falsas ocorreram entre novembro de 2021 e dezembro de 2022, fazendo com que fosse possível alterar o comprovante de vacinação, mesmo para quem não foi imunizado. Com isso, as pessoas que não se vacinaram puderam emitir os respectivos certificados de vacinação e utilizá-los para burlarem as restrições sanitárias vigentes imposta pelos poderes públicos, destinadas a impedir a propagação de doença contagiosa, no caso, a pandemia de covid-19.

A Operação Venire foi deflagrada pela Polícia Federal ainda na manhã desta quarta-feira (03). O nome da operação deriva do princípio “Venire contra factum proprium”, que significa “vir contra seus próprios atos”, “ninguém pode comportar-se contra seus próprios atos”. É um princípio base do Direito Civil e do Direito Internacional, que veda comportamentos contraditórios de uma pessoa.