fbpx

Dia a dia

Janeiro e fevereiro poderão ser dramáticos se não contermos a transmissão agora, diz subsecretário

Luiz Carlos Reblin alerta para a manutenção dos cuidados com o distanciamento e isolamento, porque nas últimas semanas o número de mortes voltou a subir entre os mais velhos e pessoas com comorbidades

Publicado

em

Secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, e o subsecretário de estado de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin. Foto: Divulgação/Sesa

Secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, e o subsecretário de estado de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin. Foto: Divulgação/Sesa

O aumento do número de casos de covid-19 a partir de setembro levou o Espírito Santo a superar, no final de novembro, o ponto mais alto da curva na primeira fase da doença, que ocorreu no final de junho.  Diante dessa situação, o subsecretário de Vigilância em Saúde do Espírito Santo, Luiz Carlos Reblin faz um alerta: “janeiro e fevereiro poderão ser dramáticos se não contermos a transmissão agora”.

> Quer receber as principais notícias do ES360 no WhatsApp? Clique aqui e entre na nossa comunidade!

A maioria dos infectados pela doença nesta fase são jovens, com média de 29 anos. Já os pacientes graves têm geralmente mais de 45 anos e os óbitos ocorrem com mais frequência em maiores de 60 anos. Segundo Reblin, o grupo dos jovens têm menos risco de desenvolver doenças graves e vir a óbito, mas muitos acabam levando a doença para dentro de casa, afetando os mais vulneráveis.

Em relação aos óbitos, a média ainda é menor do que a registrada no pico da pandemia. O subsecretário de Saúde explica que isso ocorreu porque os hospitais tiveram capacidade técnica melhorada nos cuidados com os pacientes e esse manejo diminui a mortalidade. Mesmo assim, ele alertou para a manutenção dos cuidados com o distanciamento e isolamento, porque nas últimas semanas o número de mortes voltou a subir entre os mais velhos e pessoas com comorbidades.

Em rede social, o secretário Nésio Fernandes detalhou a variação de mortes. Na semana de 14 a 20 de junho, o estado registrou 273 óbitos pela doença. Entre 11 e 17 de outubro, foram 53 mortes, uma queda de 80,59%. Na retomada do crescimento, de 22 a 28 de novembro foram 133 mortos, o que representa 48,72% do total de óbitos do pico da primeira onda. Na sua avaliação, em dezembro podemos alcançar resultado equivalente a maio, ultrapassando 500 óbitos por covid-19.

“Reduzir a transmissão é responsabilidade de todos. Este é um momento de Natal e Réveillon importante para as famílias, mas é preciso ter muito cuidado para evitar a contaminação, principalmente no núcleo familiar. O ideal é reunião de poucas pessoas, apenas as com contato frequente”, sugere Reblin.