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Covid: Espírito Santo ainda não teve caso confirmado de reinfecção

Estado tem casos suspeitos, que são de pacientes que tiveram dois exames PCR confirmados em diferença de tempo igual ou superior a 90 dias. A confirmação é feita por análise genética na Fiocruz

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Coronavírus. Foto: Pixabay

Coronavírus. Foto: Pixabay

Nove meses depois do início da pandemia da covid-19, o Brasil registrou há poucos dias o primeiro caso oficial de reinfecção da doença. No Espírito Santo, há casos suspeitos, mas ainda não confirmados pela Fiocruz, laboratório que faz a análise final. Caso o paciente apresente duas amostras do exame PCR positivos com diferença de tempo igual ou superior a 90 dias, ele é considerado suspeito. A partir daí, as amostras são enviadas para a Fiocruz, que faz a análise genética para confirmar se a pessoa foi contaminada pelo vírus duas vezes. É o que explica a chefe da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Larissa Dell’Antonio.

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Neste momento de aumento do número de casos e óbitos pelo novo coronavírus, a orientação da Sesa é que se a pessoa que já teve covid e tiver novos sintomas, deve ficar em isolamento e ser monitorado. Segundo a chefe de Vigilância Epidemiológica, numa segunda infecção pela covid, as pessoas podem manifestar sintomas diferentes ou ainda ter um quadro de maior gravidade. “As pessoas pensavam que estariam imunes ou teriam a doença de novo de forma leve, mas não é isso que tem sido o que estamos encontrando. A covid é uma doença que gera um quadro inflamatório com sequelas que podem demorar meses para o organismo se reestabelecer por completo. Então, se nesse período contrair o vírus novamente, a chance de ter gravidade é maior”, explica.

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Além dos riscos nos casos de reinfecção, ela alerta ainda que nesta segunda fase de alta de casos de óbitos de covid-19 no Espírito Santo, os quadros estão apresentando maior gravidade, mesmo de pacientes que tiveram o primeiro contato com o vírus. Para atender ao aumento da demanda, a Sesa pretende ter, até fevereiro, 900 leitos de UTI para atender pacientes com covid-19, superior aos 715 leitos de terapia intensiva que o estado chegou a ter nos primeiros meses da pandemia.

“As pessoas estão cansadas, mas precisamos voltar a viver de um novo jeito. A máscara não é opcional. Ela protege a gente, assim como o distanciamento e o uso de álcool e lavagem das mãos. Com o Natal e Ano Novo podemos ter ainda mais casos em janeiro, por isso temos que prevenir e retomar os cuidados do início da pandemia”, pede.