Dia a dia
Vitória fecha parque onde foi achada ave com gripe aviária
A ave contaminada foi encontrada em um parque em Jardim Camburi

O antigo Parque Fazendinha foi fechado após caso de gripe aviária. Foto: Reprodução (Google)
A prefeitura de Vitória fechou, nesta terça-feira (15), o parque Refúgio da Vida Silvestre da Mata Paludosa, em Jardim Camburi, na Capital. No local, foi encontrada uma ave identificada com a gripe aviária.
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De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, o Espírito Santo registrou os primeiros casos de gripe aviária do Brasil. Além de Vitória, foram identificadas também a contaminação em Marataízes e em outra ave que estava sendo estudada pelo Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos de Cariacica.
Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Vitória (Semmam), o parque, antigo Fazendinha, encontra-se fechado à visitação por tempo indeterminado.
O fechamento acontece até que uma equipe do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) possa realizar análise e vistoria dos animais que lá se encontram.
Uma ave silvestre marinha conhecida como Trinta-réis-bando (Thalasseus acuflavidus) teve confirmado o diagnóstico do vírus da influenza aviária H5N1 pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
A Secretaria ressalta que este pássaro não integra a lista de animais presentes nesta unidade de conservação, mas é migratório, ou seja, que sai do seu local de origem e passa pelo litoral capixaba.
“A ave foi encontrada caída na Fazendinha e, seguindo os protocolos de segurança exigidos, foi levada para exames, que detectou o vírus. A Semmam observa que o parque voltará a ser reaberto tão logo seja liberado pelos órgãos de controle”, informou a prefeitura em nota.
Saiba mais:
A influenza aviária, também conhecida como gripe aviária, é considerada uma doença de alto risco para aves quando causada por subtipos de vírus altamente patogênicos. Nestes casos, caracteriza-se como uma doença grave, de notificação obrigatória aos órgãos oficiais nacionais e internacionais de controle de saúde animal, acarretando em barreira sanitária para a comercialização de produtos avícolas no mercado interno e externo e em enorme prejuízo econômico para a avicultura comercial.
Até o momento, apenas os vírus com as hemaglutininas identificadas como H5 e H7 têm sido altamente patogênicos a galinhas e a algumas outras espécies de aves domésticas e aquáticas. Não há registros de infecção de pessoas por vírus aviários no Brasil. No entanto, a situação mundial do vírus da gripe aviária A(H5) difere da realidade brasileira. Desde a última avaliação de risco em 30 de agosto de 2022, um caso humano de infecção pelo vírus influenza A (H5N6) foi relatado na China.
Mesmo com essa notificação, a avaliação geral do risco permanece inalterada, ou seja, o risco de contaminação humana é muito baixo, pois a influenza aviária não foi diagnosticada em aves domésticas no Brasil.
Além disso, não há evidências que sugiram que o A(H5), A(H7N9) ou outros vírus da gripe aviária possam ser transmitidos a humanos através da carne ou ovos devidamente preparados. A maioria dos casos humanos foram infecções esporádicas expostas ao vírus A(H5) através do contato com aves infectadas ou ambientes contaminados, incluindo mercados de aves vivas. Alguns casos humanos de influenza A(H5N1) foram associados ao consumo de pratos feitos com sangue de aves cru e contaminados.
A contaminação humana ocorre por contato direto com secreções de aves infectadas – especialmente feiras de aves vivas, fezes de aves, sangue, aves mortas.
