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Sêmen e sangue humano são encontrados em roupas de criança morta em VV

É o que aponta os exames do Laboratório de Biologia Forense da Perícia da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES)

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Menino de 2 anos morreu no Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha. Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Menino de 2 anos morreu no Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha. Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

As roupas de Jorge Teixeira da Silva Neto, de 2 anos, que morreu na madrugada do último dia 5 de julho, no Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha, apresentavam sinais de sangue humano e Antígeno Específico da Próstata (PSA). É o que aponta os exames do Laboratório de Biologia Forense da Perícia da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES).

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No mesmo dia do fato, os pais da criança, Jeorgia Karolina Teixeira da Silva, de 31 anos, e Maycon Cruz, 35 anos, foram presos suspeitos de estupro de vulnerável, com resultado de morte e tortura. A perícia foi realizada na residência do casal, onde no quarto deles foi encontrado um body infantil, que foi apreendido, além de outras roupas da criança.

O resultado do exame constatou que neste body infantil havia PSA, que é uma indicação verdadeira de que foi encontrado sêmen nessa peça de roupa, além de ter sido encontrado sangue humano na mesma roupa. Nas outras peças analisadas, o exame encontrou sangue humano, PSA e sêmen.

O Inquérito Policial (IP) sobre o caso continua sob investigação da Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha. Após a conclusão, será realizado o indiciamento contra os suspeitos, que continuam presos no Sistema Prisional.

MORTE DA CRIANÇA

Jeorgia e Maycon levaram a criança na madrugada do dia 5 de julho ao Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), alegando que o menino estava com sintomas gripais. Jorge Teixeira da Silva Neto teve o intestino perfurado. A criança acabou morrendo no local e a equipe médica que a atendeu constatou lesões características de abuso sexual.

Ainda no hospital, as polícias Militar e Civil foram chamadas. O corpo de Jorge foi levado para o Departamento Médico Legal (DML), onde, segundo a polícia, foi constatado que o menino foi estuprado. A violência sexual teria acontecido no final de semana.

O boletim de ocorrência diz que o menino tinha hematomas e queimaduras de cigarro por todo corpo.

Segundo a polícia, os pais tentaram a todo custo liberar o corpo do menino para uma funerária e diziam que não era necessário fazer autópsia. Eles acabaram presos ainda no DML.