Dia a dia
Hospital do ES amplia cirurgia para tratar Parkinson
Único da rede estadual a realizar o procedimento, hospital oferece alternativa para pacientes com sintomas graves da doença

Hospital Estadual Central (HEC), em Vitória. Foto: Divulgação
O Hospital Estadual Central (HEC), em Vitória, ampliou a oferta da cirurgia de Estimulação Cerebral Profunda (DBS), voltada ao tratamento de pacientes com Doença de Parkinson. A técnica, indicada para casos específicos, é considerada uma das mais avançadas no combate aos sintomas motores da doença, como tremores e rigidez muscular.
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O procedimento é realizado apenas no HEC dentro da rede pública estadual. Por ser uma cirurgia de alta complexidade, exige equipe especializada e critérios rigorosos de seleção dos pacientes, que são encaminhados por meio do sistema público de saúde.
Nesta sexta-feira (4), quando é lembrado o Dia Nacional da Pessoa com Parkinson, a iniciativa ganha destaque diante do aumento da expectativa de vida e da demanda por tratamentos mais eficazes.
Cirurgia ajuda a retomar tarefas simples do dia a dia
A cirurgia consiste na implantação de eletrodos em áreas específicas do cérebro para ajudar a regular os movimentos. O objetivo é melhorar a qualidade de vida dos pacientes, reduzindo sintomas que dificultam a realização de atividades cotidianas.
Foi o que relatou Valentim Dalbem, de 62 anos. Após passar pelo procedimento, ele disse ter voltado a fazer tarefas simples sem ajuda. “Já estou fazendo almoço sozinho, passando café. Os tremores estão bem devagar, e pararam as cãibras”, contou.
O filho, Mateus Dalbem, acompanha a recuperação e destaca outro avanço: a redução no uso de medicamentos. Segundo ele, o pai chegou a tomar 30 comprimidos por dia antes da cirurgia.
Entenda a doença
A Doença de Parkinson é uma condição neurológica que afeta principalmente idosos. Os principais sintomas envolvem tremores, rigidez, lentidão motora e alterações na fala e na escrita. A causa é a degeneração das células da substância negra do cérebro, que produz dopamina — neurotransmissor responsável pelo controle dos movimentos.
Ainda sem cura, o tratamento pode envolver medicação, fisioterapia e, em alguns casos, a Estimulação Cerebral Profunda, quando os sintomas deixam de responder de forma eficaz aos remédios.
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