Dia a dia
Espírito Santo garante estoque de insulina para 30 dias
A Sesa também se antecipou e abriu um processo aquisitivo próprio para atender a demanda do estado, caso o processo emergencial do Ministério não se concretize

Insulina. Foto: FreePik
Em meio à crise para aquisição de insulina de ação rápida, usada principalmente por pacientes com diabetes tipo 1, o Ministério da Saúde anunciou a compra emergencial de 1,3 milhão de unidades do medicamento nesta segunda-feira (15). Enquanto pacientes de outros estados do país enfrentam dificuldades na obtenção do medicamento, o Espírito Santo garante um estoque suficiente para atender a demanda no estado por cerca de 30 dias. Atualmente, 1.073 pessoas retiram a insulina nas 14 unidades da Farmácia Cidadã.
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A Gerência de Assistência Farmacêutica (GEAF) do Espírito Santo esclarece que o Ministério da Saúde é responsável pela aquisição e distribuição do medicamento para os estados. Diante das dificuldades relatadas por pacientes de outros estados, o Ministério abriu um processo aquisitivo de caráter emergencial para suprir a demanda nacional. Essa medida visa garantir o fornecimento contínuo de insulina para as pessoas que dependem desse medicamento para controlar sua condição de saúde.
Além disso, a Secretaria da Saúde (Sesa) do Espírito Santo também se antecipou e abriu um processo aquisitivo próprio para atender a demanda do estado, caso o processo emergencial do Ministério não se concretize. A intenção é garantir que os pacientes capixabas não sejam afetados pela possível escassez do medicamento.
Em nota, o Ministério da Saúde cita “dificuldade de aquisição” da insulina análoga de ação rápida, indicada para o tratamento do diabetes mellitus tipo 1, que concentra de 5% a 10% das pessoas diagnosticadas com a doença. O comunicado lista, além da aquisição emergencial internacional do insumo, outras medidas para evitar o desabastecimento na rede pública, incluindo o remanejamento dos estoques existentes entre os estados e a autorização de compra pelas secretarias estaduais de saúde com ressarcimento por parte do governo federal.
“Cabe reforçar que o país enfrenta cenário de falta de produção nacional de insulina análoga de ação rápida de forma sustentável e capaz de atender às necessidades nacionais”, destacou o ministério.
“A expectativa, a partir do diálogo constante com as secretarias estaduais de saúde e monitoramento intenso por parte do ministério em parceria com o Conass [Conselho Nacional de Secretários de Saúde], é que seja possível manter o abastecimento igualitário na rede SUS até o início de junho a partir do remanejamento entre os entes federados. Além disso, o Ministério da Saúde vem ressarcindo os estados que possuem pauta vigente para aquisição direta do fármaco.”
A pasta reforçou que as insulinas regulares mais consumidas, indicadas para pacientes com diabetes tipo 2 e demais tipos, estão com “estoque adequado” e que o caso da insulina análoga de ação rápida está sendo tratado “com máxima prioridade” junto aos fornecedores nacionais e internacionais para garantir o atendimento da população.
