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Empresas ligadas ao mercado ilegal de GNV são fechadas no ES

As empresas, de Serra e Vila Velha, são suspeitas de fornecer documentos para facilitar a venda de equipamentos reprovadas por instaladores não autorizados

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Segundo a Polícia, as empresas estavam ligadas ao mercado clandestino de Gás Natural Veicular. Foto: Divulgação (PC-ES)

A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), em conjunto com o Procon Estadual e a comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa, interditou, nesta quinta-feira (22), duas empresas que forneciam documentação para o mercado clandestino de venda de kit gás natural veicular (GNV).

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A operação realizada é um desdobramento de uma ação realizada há um ano e meio, onde três locais clandestinos que faziam a instalação do serviço foram fechados e três pessoas detidas. 

As empresas fechadas nesta quinta-feira funcionam em Vila Velha e Serra. De acordo com o delegado Eduardo Passamani, as empresas são suspeitas de fomentar o mercado clandestino, fornecendo documentos para auxiliar a venda de cilindros e válvulas reprovadas por instaladores não autorizados. 

A denúncia foi feita por motoristas de aplicativos e taxistas à Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa (Ales). Após receber as reclamações, a Delegacia do Consumidor foi acionada para realizar as investigações, que estão concentradas na Grande Vitória, mas que não está descartada a atuação da organização também no interior do Estado. 

Segundo Passamani, além de contribuir para a venda de produtos sem nota fiscal, o esquema colocava em risco a população, disponibilizando no mercado cilindros reprovados, causando riscos de explosão e incêndios. 

Os dois locais fechados tinham autorização para funcionar de forma legal, mas foram interditados porque ajudavam a fomentar o mercado de gás natural veicular clandestino. 

Elas forneciam documentos legais para produtos que estavam reprovados para serem utilizados por empresas clandestinas. 

“Um documento que estava como reprovado, eles apagavam e colocavam como aprovados. Com isso, o consumidor acabava achando que estava com um produto bom, mas que na verdade estava reprovado e perigoso que colocava em risco a vida da população em geral”, explicou Passamani.