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Covid: Espírito Santo não terá redução de mortes e casos durante oito semanas

Algumas avaliações apontam para nova estabilização nas próximas semanas, mas outra também indicam influência das interações de verão e festas de fim de ano

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Com aumento do número de casos e óbitos pelo novo coronavírus, o Espírito Santo está em fase de franca aceleração da doença, com média móvel que chegou a 22 óbitos por dia. Há alguns meses, esse índice esteve em oito óbitos por dia. Dessa forma, o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, considera que nas próximas oito semanas não haverá queda nos números tanto de casos como no de óbitos.

Segundo ele, algumas avaliações apontam para um nova estabilização nas próximas semanas, mas outras também indicam influência das interações de verão e festas de fim de ano. Esses eventos poderão influenciar na continuidade do aumento dos casos, óbitos e internações pela doença. Nésio lembrou ainda que podem ocorrer repercussões piores com a concomitância pela pressão ao sistema hospitalar com outras questões de saúde, do período chuvoso e também das viroses.

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A taxa de transmissão do vírus no Espírito Santo está acima de 1, o que significa que a pandemia está crescendo novamente. Segundo Luiz Carlos Reblin, subsecretário de Vigilância em Saúde, a região com maior velocidade de transmissão da doença é no extremo sul do Estado, acima da média estadual.

“Isso nos obriga a preparar uma rede de vigilância. Há muito tempo a regra estabelecida era para evitar atividades que aglomeram pessoas, não só para as festas de fim de ano. Temos claro conhecimento através da ciência que aglomerar é a maior forma de transmissibilidade do vírus. Há possibilidade de algumas análises de estabilidade não se concretizarem, mas vai depender da nossa atitude. Se frequentarmos espaço com muitas pessoas e não higienizar as mãos podemos correr um risco muito grande”, afirma Reblin.