Bem-estar
Vitamina D: entenda os riscos de consumir em excesso
A exposição solar de 10 a 15 minutos já ajuda na produção de vitamina D, trazendo benefícios para a saúde

Suplementos combinados com exposição solar trazem aumento na absorção. Foto: Reprodução
Essencial para o bom funcionamento do corpo humano, fortalecendo a imunidade e melhorando o metabolismo, a vitamina D é uma substância importante para a vida. No entanto, devido a esses benefícios, o consumo praticamente dobrou, o que gerou um alerta para os especialistas.
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A absorção da vitamina D ocorre principalmente por meio da exposição solar, porém existem casos em que há uma deficiência na absorção dessa maneira, levando o paciente a ingerir suplementos vitamínicos. Esse excesso pode ocorrer devido à ingestão descontrolada de múltiplos suplementos vitamínicos ao mesmo tempo.
A endocrinologista Gisele Lorenzoni explica que quando a exposição solar é maior do que o necessário, a pele consegue bloquear a absorção e, por isso, muitas pessoas que tomam sol por um longo período de tempo podem não desenvolver hipervitaminose, que é a condição de excesso de vitamina D no corpo.
No entanto, quando se trata do consumo oral, a pele não consegue fazer esse bloqueio, aumentando as chances de intoxicação. Com isso, o paciente começa a sentir efeitos colaterais indesejados, prejudicando a saúde.
A médica ressalta que tomar os suplementos não é algo errado, especialmente porque alguns grupos, como idosos, que perdem a capacidade de transformação ao longo do tempo, e negros, devido à melanina, precisam desses medicamentos para absorver a vitamina. No entanto, é importante ficar atento à quantidade consumida.
Efeitos do excesso
Um dos principais problemas associados ao excesso de vitamina D é a toxicidade do cálcio. Isso ocorre porque ambas as substâncias estão interligadas no corpo e o aumento dos níveis de cálcio no sangue pode causar uma série de efeitos indesejados, como náuseas e vômitos.
Além disso, o excesso de cálcio gerado pela vitamina D pode levar a outros efeitos, tais como alterações de memória, perda de apetite, fraqueza muscular e, principalmente, maior predisposição ao desenvolvimento de cálculos renais, quando há um declínio agudo das funções básicas dos rins.
A médica ressalta que é essencial buscar acompanhamento profissional para evitar a ocorrência desses efeitos. “Existem diversas dosagens disponíveis, como as de 1.000 unidades, que podem ser usadas uma vez por dia, mas também existem dosagens de 50, 60 ou até 100 mil unidades. Por isso, é importante consultar um especialista”, enfatiza.
Absorção saudável
A principal forma saudável de absorção da vitamina D é através da exposição solar, mas isso gera uma série de conflitos devido aos horários. Segundo a endocrinologista, é importante ter exposição solar entre 10h e 16h, horário em que os dermatologistas recomendam evitar a exposição direta ao sol.
No entanto, a médica ressalta que o recomendado é apenas 15 minutos de exposição em qualquer área do corpo, para evitar problemas na pele. “O uso de protetor solar atrapalha porque absorvemos a vitamina D pela pele através dos raios ultravioleta, e o protetor solar acaba bloqueando essa transformação”, destaca.
Também é importante destacar que pessoas que trabalham em escritórios ou não saem de casa, sem qualquer tipo de exposição solar, estão mais propensas a ter deficiência de vitamina D. Para esses grupos, é recomendado o uso de suplementos vitamínicos sob orientação médica.
“Temos uma reserva de vitamina D que se mantém por um tempo, então não é necessário se expor ao sol todos os dias. Ficar alguns dias sem tomar sol não resulta na queda dos níveis de vitamina”, conclui.
ASSISTA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA:
