País
País cria 414 mil empregos em novembro e bate recorde histórico
Mesmo com o crescimento dos empregos formais nos últimos três meses, ainda não houve recuperação das perdas registradas entre março e maio, na fase aguda da pandemia, quando 1,612 milhão de vagas foram fechadas
O Brasil criou 414.556 empregos com carteira assinada em novembro, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira, 23, pelo Ministério da Economia. O número é o maior de toda série histórica, que tem início em 1992.
Esse também foi o quinto mês seguido de geração de empregos com carteira assinada. No acumulado de julho a novembro, foram criados 1,499 milhão de postos de trabalho formais. Mesmo assim, ainda não houve recuperação das perdas registradas entre março e maio deste ano, período mais agudo da pandemia do coronavírus, quando 1,612 milhão de vagas foram fechadas.
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Acumulado do ano
De janeiro a novembro deste ano, houve a geração de 227.025 empregos com carteira assinada. No mesmo período do ano passado, o Brasil registrou 948.344 contratações a mais do que demissões.
O resultado dos onze primeiros meses de 2020 também é o pior para esse período desde 2016, quando foi registrado o fechamento líquido de 858.333 postos de trabalho com carteira assinada.
As demissões no acumulado do ano refletem o impacto da recessão na economia brasileira gerada pela pandemia do novo coronavírus.
Setores
A abertura líquida de 414.556 vagas de trabalho com carteira assinada em novembro foi impulsionada pelos desempenhos dos setores de serviços, comércio e indústria.
De acordo com os dados do Caged, houve um saldo positivo de 179.261 contratações no setor de serviços em novembro, que liderou entre os segmentos no resultado líquido. No comércio, o saldo foi de 179.077. Já na indústria, foram 51.457 vagas no resultado final do mês passado. Em seguida vem construção, com abertura líquida de 20.724 vagas. No setor de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura houve fechamento de 15.353 vagas.
Guedes comemora e diz que é sinal da retomada em V
“Quando observamos serviços e comércios, foram exatamente os setores mais atingidos pela pandemia. E a economia voltou em V (quando a retomada é na mesma velocidade da queda) como eu tinha antecipado, como poucos acreditaram, confirmando nossas expectativas, em vez vez da destriuição de empregos, como nas crises de 2015 e 2016, nós já estamos antes de chegar o dado de dezembro com 227 mil empregos criados”, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, após a divulgação dos dados.
De acordo com ele, em 2015 e 2016, as crises foram criadas por “erros” na condução da economia que provocaram o fechamento das vagas. “Agora com a pandemia, que é questão de fora, criamos empregos”, disse. Na visão dele, as reformas “prosseguiram”, mesmo com um ritmo “um pouco lento”. “Mas seguem acontecendo”, afirmou.
