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Vitória inaugura circuito sensorial voltado a pessoas autistas

Ambiente na Mata Paludosa oferece estímulos sensoriais e promove inclusão e educação ambiental para pessoas com transtorno do espectro

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Inauguração do Circuito Sensorial Ambiental

Inauguração do Circuito Sensorial Ambiental, em Vitória. Foto: Leonardo Duarte

Vitória acaba de dar um passo inédito no país ao inaugurar o primeiro Circuito Sensorial Ambiental voltado para pessoas autistas. O espaço foi implantado na unidade de conservação REVIS Mata Paludosa, antiga Fazendinha, e marca a capital capixaba como pioneira na criação de um ambiente que une inclusão, natureza e educação ambiental. A cerimônia de inauguração aconteceu na manhã desta quarta-feira (2), com presença do prefeito Lorenzo Pazolini, lideranças comunitárias, vereadores e secretários municipais.

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A iniciativa integra as ações da Prefeitura de Vitória em alusão ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado no dia 2 de abril. O projeto é fruto de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam) e a Associação de Meliponicultores Capixabas (Amecap).

Espaço oferece experiência multissensorial para todos os públicos

Com estímulos visuais, táteis, sonoros e olfativos, o circuito foi pensado para proporcionar bem-estar, acessibilidade e conexão com a natureza. Mais do que um ambiente de lazer, o espaço promove uma vivência multissensorial que convida os visitantes à conscientização ambiental e à valorização da diversidade humana.

O prefeito Lorenzo Pazolini destacou a importância simbólica da entrega. “Estamos aqui garantindo o lazer, a diversão e o contato com a natureza a todos os neurotípicos. Esse ambiente cria uma visão de mundo diferenciada, de integração e inclusão”, afirmou.

O secretário de Meio Ambiente, Alexandre Ramalho, ressaltou o impacto da ação. “Foi uma recepção especial chegar à secretaria com uma entrega tão importante, que promove inclusão justamente no Dia Mundial do Autismo”, disse.

Circuito inclui jardim sensorial, pomar e meliponário

O Circuito Sensorial Ambiental é composto por quatro estações: Jardim Sensorial, Meliponário, Pomar de Frutas e Saberes, e um auditório para atividades integradas. Cada espaço foi projetado para estimular os sentidos e facilitar o aprendizado de forma interativa.

O Jardim Sensorial reúne plantas com diferentes texturas, cores e aromas, ideal para pessoas com deficiência visual ou outras necessidades sensoriais. O Meliponário, com abelhas sem ferrão, permite que crianças autistas aprendam sobre biodiversidade de maneira segura e tátil. Já o Pomar de Frutas Nativas promove contato direto com alimentos e saberes tradicionais, reforçando a relação prática com o meio ambiente.

Atendimento com agendamento e visitas abertas nos fins de semana

As visitas ao circuito podem ser agendadas pelo telefone (27) 3382-6536 ou pelo número da administração do parque: (27) 3237-2405. O espaço funciona diariamente das 8h às 17h. Aos finais de semana, não é necessário agendamento, mas as atividades ocorrem sem acompanhamento técnico.

A educadora ambiental Osneia Peccoli será a responsável pelas visitas orientadas durante os dias úteis. O projeto será desenvolvido pelo Centro de Educação do REVIS Mata Paludosa em parceria com a Amecap.

Inclusão e meio ambiente no centro das políticas públicas

A proposta foi idealizada na gestão anterior da Semmam, sob coordenação de Tarcísio Foeger, hoje assessor especial da Secretaria de Obras. Para ele, a cidade dá um passo importante ao unir inclusão e sustentabilidade. “É uma medida inovadora e necessária. Vitória implementa políticas públicas que dialogam com as reais necessidades da população, com respeito à dignidade humana”, afirmou.

Pai de uma criança autista, o meliponicultor Germanni Herzog também participou do projeto e destacou o impacto social da ação. “Nosso objetivo é incluir essas crianças no dia a dia do projeto, que une a causa ambiental à social. Sem o apoio da secretaria, isso não seria possível”, afirmou.

Com o novo espaço, Vitória reforça seu compromisso com a inclusão e se torna exemplo para outras cidades brasileiras. O contato com a natureza, agora mais acessível, se torna também mais acolhedor.

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