Bem-estar
Pesquisadores descobrem remédio que desacelera o Alzheimer
Estudo foi revisado por especialistas que comprovaram eficácia da droga. Ainda não há previsão para liberação pela Anvisa

Diagnóstico precoce auxilia ainda mais no tratamento da doença. Foto: Robina Weermeijer/Unsplash
Uma nova medicação promete retardar o avanço do Alzheimer em até 60% nos pacientes em estágio inicial da doença. Essa é a informação da farmacêutica norte americana Eli Lilly, que está na fase de testes experimentais do remédio chamado de donanemab.
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Os resultados parciais haviam sido publicados em maio mas só foram liberados na íntegra no Jornal da Associação Médica Americana (Jama), o que significa que a droga passou pela revisão de especialistas, tendo resultado parcialmente comprovado.
De acordo com as informações, foram 1.736 pacientes entre 60 e 85 anos que participaram dos testes. A medicação conseguiu impedir a progressão de 60% nos casos de Alzheimer leve. Além disso, metade dos pacientes puderam interromper o tratamento após um ano por terem eliminados depósitos cerebrais suficientes.
Outros dados também foram divulgados como o fato de que os pacientes que utilizaram o donanemab tiveram um risco menor de progredir para o próximo estágio clínico da doença. Nesse caso, foram 39% de diminuição.
Efeitos colaterais
Entre os mais de 1.700 pacientes, houveram três mortes relacionadas ao tratamento. O motivo foi a hemorragia cerebral que aconteceu em 31% do grupo donanemab e 14% do grupo controle, aqueles que não tomaram a medicação mas participaram da pesquisa.
O inchaço cerebral também foi expressivo. Em mais de 40% dos pacientes com predisposição genética para o Alzheimer tiveram esse efeito. A farmacêutica havia informado anteriormente que 24% do grupo havia apresentado esse inchaço.
Mesmo com esses efeitos que chamam atenção, o medicamento ainda se mostrou extremamente eficiente e de grande importância para ser utilizado no tratamento do Alzheimer. Nos Estados Unidos já foi apresentado o pedido de liberação para uso medicinal. No Brasil, ainda não há previsão para chegada do donanemab.
