Dia a dia
Exame pode identificar risco de AVC, diz médico
Estudante do Ifes de Cariacica de 15 anos morreu na última terça-feira durante uma aula após fortes dores de cabeça
Mortes súbitas após AVC (Acidente Vascular Cerebral) que ocorrem em jovens adultos — como o que vitimou a estudante do Ifes de Cariacica Maria Júlia Calmon de Andrade, de 15 anos na última terça-feira — podem ser evitadas a partir de exame e tratamento. Pessoas com parentes de primeiro grau que já sofreram AVC hemorrágico devem ficar atentas aos riscos, segundo o neurocirurgião Alexandre Teixeira dos Santos, da Unimed Vitória.
Ele explica que nos casos como o da estudante, a pessoa não apresenta nenhum sintomas antes, por isso é importante saber o histórico familiar, de parentes que tiveram rompimento de aneurisma e má formação vascular. Como a tendência é que as patologias causem sangramento forte, podendo levar a morte, o ideal é buscar o médico a partir do início da adolescência para avaliar se o exame de angioressonância cerebral é necessário.
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O exame pode identificar se há aneurisma cerebral congênito, em que a parede do vaso sanguíneo nasce mais fraca, ou má formação vascular, que também deixa as paredes mais finas e tortuosas. Os dois tipos podem causar rompimento como o da estudante.
“Para os dois tipos têm tratamento, caso seja identificado de forma precoce. O tratamento convencional é de microcirurgia vascular intracraniana e endovascular, por cateterismo, que acabam com o risco de rompimento”, detalha.
O médico diz ainda que quem tem esse tipo de má formação, o rompimento pode estar relacionado a um estresse físico, atividade física intensa ou grande esforço.
Maria Júlia morreu depois de sofrer fortes dores de cabeça durante uma aula. O Ifes informou que acionou o Samu, que realizou atendimentos médicos no local e a levou ao Hospital Infantil de Vitória. Ela foi enterrada ontem em Cariacica.
