'Vitória é um lugar que chama a pessoa para se movimentar", afirma Márcio Atalla - ES360

‘Vitória é um lugar que chama a pessoa para se movimentar”, afirma Márcio Atalla

Educador físico ministra a palestra "Vida em Movimento", na capital, nesta quarta-feira (30)

Educador Físico Márcio Atalla. Foto: Washington Possato/Divulgação
Educador Físico Márcio Atalla. Foto: Washington Possato/Divulgação

O educador físico Márcio Atalla já ajudou muitas pessoas a sair do sedentarismo e adotar um estilo de vida saudável. Nesta quarta-feira (30), o professor de educação física, com especialização em treinamento de alto rendimento, e com pós-graduação em nutrição na USP (Universidade de São Paulo), vem a Vitória para um café da manhã com convidados no Cinemark, seguido da palestra “Vida em Movimento”.

Atalla defende a necessidade do corpo estar em movimento para resultar em uma vida com mais qualidade e saúde, fundamentada em bons hábitos, alimentação equilibrada e atividade física. Ele alega que é possível evitar doenças que ocorrem devido ao estilo de vida que a maior parte das pessoas leva, no Brasil e no mundo. Confira a entrevista que ele deu ao site ES360.

Quais são os pilares da palestra “Vida em Movimento”?

Na palestra, abordamos os quatro pilares de uma vida saudável: atividade física, alimentação, emocional e qualidade de sono. A ideia é mostrar o quanto o estilo de vida determina a saúde. Afinal, estudos apontam que 80% das doenças que acometem a população, são determinadas por conta do estilo de vida inadequado da pessoa. E dentro desse estilo, estamos falando do sedentarismo, do estresse, da alimentação e do sono.

A alimentação também será abordada na palestra?

Os quatro pilares são abordados: atividade física, sono, alimentação e emocional. Existem centenas de dietas, mas nenhuma delas é capaz de fazer com que a pessoa emagreça comendo mais do que ela gasta. Isso é fato! Para emagrecer é preciso ingerir menos calorias que ela gasta, pode tirar glúten, carboidrato, qualquer coisa, mas não vai funcionar Vou mostrar vários exemplos ao redor do mundo que funcionariam e falar sobre como deve montar um prato.

A palestra tem relação com o documentário que você lançou em fevereiro?

O documentário tem tudo a ver com a palestra. Durante a produção, eu fiz várias viagens pelo mundo e conheci várias histórias. Também entrevistei vários pesquisadores e especialistas. Na palestra, falo um pouco dessas experiências.

Devido às tecnologias e comodidades, o ser humano tem ficado mais sedentário?

A falta de tempo é uma desculpa muito utilizada para o sedentarismo, mas para ter uma vida ativa, não é necessário ter que ir à academia ou correr no parque. O simples fato de subir escadas ou acumular passos já torna a pessoa ativa. O ponto que limita muito é o ambiente, devido à tecnologia muitas vezes, que nos proporciona um certo conforto. Afinal, o nosso corpo é totalmente dependente do movimento para nos manter saudável, mas o nosso cérebro é uma máquina eficiente em poupar energia. Então, em um ambiente com tanta tecnologia e conforto, o cérebro vai optando por menos esforço.

E como podemos mudar isso?

Abordamos exatamente esse ponto na palestra. É muito importante observar o dia a dia e analisar as possibilidades de colocar movimento. O nosso corpo reconhece movimento, seja o simples fato de trocar o elevador por escadas. Vamos mostrar que é possível colocar movimento até em rotinas atribuladas. Para ter uma ideia, não precisa fazer tudo de uma vez, se o indivíduo diminuir duas horas do tempo que ele passa sentado, ele queima 120 calorias, isso em um ano corresponde a cinco maratonas. Muitos estudos comprovam isso.

Rotinas desgastantes podem agravar o quadro do sedentarismo?

O estresse hoje é inerente. Precisamos repensar em como vamos enfrentar esse quadro. A atividade física pode auxiliar nesse ponto. Na palestra também abordamos essa questão e mostramos alguns dados e estudos científicos. A atividade física não melhora só o estresse, como também a nossa cognição, memória e concentração. As pessoas visam uma melhoria de saúde baseada em colesterol, triglicerídeo, glicemia e se esquecem desse ponto tão importante.

Atividade física em grupo pode ser mais interessante para quem tem dificuldade em dar continuidade aos exercícios diários?

Certamente. A atividade física também é um aspecto social. Temos o exemplo de uma neurocientista que buscou na atividade física em grupo uma forma de fazer amizades. Criar vínculos torna o ambiente mais legal e prazeroso. A ideia é que a pessoa vai se divertir e ter um momento gostoso.

Aos domingos e feriados, a orla de Vitória costuma ser bem movimentada. O visual pode ser um atrativo para a pessoa se exercitar?

Cidades como Florianópolis e Vitória estão entre as cidades onde as pessoas mais se movimentam. Não só a beleza da orla, mas o clima também motiva. Lugares frios, como o Rio Grande do Sul, tendem diminuir a vontade das pessoas estarem em movimento. Vitória realmente é um lugar que convida e chama para o movimento.

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