Vila Velha: tranquilidade de criança feita refém impressiona negociador - ES360

Vila Velha: tranquilidade de criança feita refém impressiona negociador

O adolescente, que é ex-aluno da escola, invadiu o local no início da tarde desta quarta-feira com uma faca e ameaçou professoras e alunos

UMEF "Prof. Paulo César Vinha", em Residencial Jabaeté, Vila Velha. Foto: Divulgação/Claudiano Gomes
UMEF “Prof. Paulo César Vinha”, em Residencial Jabaeté, Vila Velha. Foto: Divulgação/Claudiano Gomes

A força e a tranquilidade da menina de 11 anos feita de refém por um adolescente de 17 anos na Umef (Unidade Municipal de Ensino Fundamental) Paulo Cesar Vinha – conhecida como Caic de Terra Vermelha – , no bairro Residencial Jabaeté, em Vila Velha, impressionou o cabo Paulo Leopoldino, que realizou a negociação. “Ela manteve a calma e isso foi essencial durante os 40 minutos de negociação”, relatou.

O adolescente, que é ex-aluno da escola, invadiu o local no início da tarde desta quarta-feira (30) com uma faca e ameaçou professoras e alunos. Na sala do segundo ano, que fica no segundo andar da escola, o adolescente fez uma estudante de 11 anos refém, mantendo uma faca apontada para o pescoço dela.

A Polícia Militar foi acionada por volta das 14 horas e as negociações foram feitas por homens da Companhia de Missões Especiais. O restante das salas do andar foi esvaziada e as crianças colocadas em segurança.

Segundo o cabo Paulo Leopoldino, o jovem afirmou que estava sob efeito de remédios e que invadiu a escola porque a mãe teria tomado o celular dele.

“Ele estava no fundo da sala com a menina como refém. Conseguimos fazer com que ele abaixasse a faca voluntariamente e deixasse a menina sair”, relatou o negociador.

A prefeitura de Vila Velha informou que o adolescente é ex-aluno da escola e supostamente apresentava sinais de esquizofrenia.

O diretor da unidade, Silverilzo de Oliveira, informou que horas antes de invadir a escola com a faca, o adolescente esteve no local e chegou a falar em se matar. “Conversamos e ele falou que iria embora, mas tinha dito que hoje iria ‘fazer e acontecer’. Ninguém esperava que isso fosse acontecer na escola”.

O jovem foi levado pelo Corpo de Bombeiros ao Hospital Antônio Bezerra de Farias. Já a aluna feita refém foi liberada sem ferimentos e entregue a familiares.

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