Vacina: governo de SP vê suicídio como causa provável da morte de voluntário - ES360

Vacina: governo de SP vê suicídio como causa provável da morte de voluntário

A morte foi o motivo que levou a Anvisa a suspender os testes. De acordo com o governo do Estado, é 'impossível' que o fato esteja relacionado com a vacina

Consórcio para comprar vacina esbarra em problema político, dizem especialistas. Foto: Xinhua
Vacina contra a covid-19. Foto: Xinhua

 

A Secretaria de Saúde de São Paulo considera que suicídio foi a causa provável da morte do voluntário da vacina Coronavac, de acordo com as informações disponíveis até o momento. A informação foi confirmada também por outras pessoas familiarizadas com o caso. A morte ocorrida durante a fase três dos ensaios clínicos foi o motivo que levou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a suspender os testes. De acordo com o governo do Estado, é “impossível” que o fato esteja relacionado com a vacina.

Segundo os representantes do governo, a certeza da falta de relação entre o fato e o teste está baseada em dois pontos: no intervalo entre o dia em que o voluntário tomou sua dose (ainda não se sabe se ele tomou vacina ou placebo) e também no fato de ter sido um “evento adverso grave”, ou seja, não ser uma reação interna do organismo. Segundo explicações dadas em coletiva na manhã de hoje, o organismo leva uma semana para absorver a vacina e, eventualmente, apresentar alguma reação. Depois disso, os resquícios do medicamento são naturalmente eliminados. O caso do voluntário que morreu aconteceu mais de três semanas após ele tomar sua dose no estudo.

A Anvisa suspendeu na noite desta segunda-feira, 9, os testes clínicos com a vacina contra o coronavírus Sars-COV-2 alegar a ocorrência de um “evento adverso grave” com um dos voluntários. No final desta manhã, após uma reunião com os técnicos da agência reguladora, os responsáveis pelos testes em São Paulo disseram que uma coisa não estava relacionada à outra. “O evento adverso foi analisado e não teve relação com a vacina. E essa informação está de posse da Anvisa desde o dia 6”, afirmou Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã.

Choque e indignação

Durante a entrevista coletiva, Covas não confirmou que se tratava de uma morte nem disse o que seria o tal “evento adverso grave”, mas afirmou por diversas vezes que não teria sido provocado pela vacina. Ele e demais membros do governo estadual afirmaram estar chocados e indignados com a decisão da Anvisa em paralisar o estudo. “Não seria mais justo, mais ético, mais compreensível marcar a reunião para discutir isso?”, questionou, após dizer que foi informado da decisão por e-mail na noite desta segunda, 9, apenas 20 minutos antes de a notícia ter sido divulgada pela imprensa, por onde ele disse ter sido informado.

Segundo o governo de São Paulo, o evento adverso foi informado à Anvisa no último dia 6, com a declaração de que não havia nenhuma relação com a vacina. “Quero acreditar que a Anvisa seja técnica e independente. Desde a sua constituição, essa independência e parte técnica do órgão é fundamental. A Anvisa é a guardiã sanitária do País e tem que se preocupar, sim, com tudo o que é relacionado à saúde, e ter critérios”, afirmou.


Comentários:

  • Bolsonaro vai desacreditar até a Anvisa? Até onde vai a sede de poder desse povo?


Deixe um comentário:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Mais notícias
Dia a dia

Confira novas regras para cidades em risco moderado

Dia a dia

“Vamos cumprir o decreto, mas discordamos da decisão”, diz presidente do Sinepe sobre fechamento de escolas

Cult

“O Gambito da Rainha” se torna uma das séries mais vistas da Netflix

Eleições 2020

Serra: Pesquisa aponta Vidigal com 56% e Fábio tem 32%