Suprema Corte dos EUA permite prazos mais longos para votos de ausentes - ES360

Suprema Corte dos EUA permite prazos mais longos para votos de ausentes

Estados da Pensilvânia e Carolina do Norte são os considerados mais fundamentais na disputa eleitoral americana

Em decisão que foi lida como um revés para os republicanos, a Suprema Corte dos Estados Unidos permitiu nesta quarta-feira, 28, prazos estendidos para o recebimento de cédulas pelo correio nos estados da Pensilvânia e da Carolina do Norte, considerados disputados e fundamentais para as chances de reeleição do presidente Donald Trump.

No caso da Pensilvânia, o estado havia prorrogado o recebimento das cédulas até o dia 6 de novembro. Os republicanos entraram com recurso, mas a Corte rejeitou tomar nova decisão sobre o tema antes do pleito, marcado para a próxima terça-feira, 3. Ainda está em aberta a possibilidade de uma decisão posterior sobre o tema.

O órgão, de maioria conservadora, também rejeitou um pedido da campanha de Trump para bloquear a prorrogação do prazo para recebimento de cédulas pelo correio na Carolina do Norte, outro importante campo de batalha eleitoral, onde o prazo para o recebimento das cédulas está estabelecido em nove dias depois da eleição.

A juíza Amy Coney Barrett, que foi indicada por Trump e passou a integrar o colegiado na terça-feira, 27, não participou das decisões. Segundo divulgado pelo jornal The New York times, uma porta-voz da Corte afirmou que Barret não participou “devido à necessidade de uma resolução imediata” e “porque ela não teve tempo de revisar completamente os arquivos das partes”.

O estado da Pensilvânia é sempre disputado nas eleições, ainda que ele tenha votado em candidatos democratas nas seis eleições presidenciais anteriores a 2016, quando Donald Trump quebrou a escrita e venceu por apenas 0,7 ponto porcentual – 44 mil votos a mais que Hillary Clinton.

Ao longo da última década, as disputas também foram apertadas na Carolina do Norte. Em 2008, Barack Obama derrotou John McCain com uma diferença de 0,3 ponto porcentual. Em 2012, o republicano Mitt Romney levou a melhor contra Obama, mas também por uma pequena margem, de 2 pontos porcentuais. Em 2016, Donald Trump teve mais folga e bateu Hillary Clinton por quase 4 pontos de diferença.

Agora, os casos da Pensilvânia e da Carolina do Norte são os exemplos mais recentes das complicações que a covid-19 apresentou às autoridades. Eleitores têm evitado votar presencialmente durante a pandemia, e o país observa um recorde de votos antecipados, com preferência por votos pelo correio e ausentes. Os democratas têm pressionado por regras mais brandas quando se trata de cédulas de correio e como e quando são contadas. Os republicanos têm resistido a essas mudanças, com muitos deles argumentando que as regras relaxadas podem abrir o processo para abusos e fraudes.

Estadão Conteúdo


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