Sua vida vale a pena ser vivida? - ES360

Sua vida vale a pena ser vivida?

Mark Twain dizia que os dois dias mais importantes da sua vida são os dias que você nasceu e o dia que você descobre o porquê. E essa descoberta é uma das tarefas mais importantes da nossa existência, principalmente se queremos uma vida mais realizada e feliz. Mas essa busca não é de hoje. Os grandes filósofos, como Aristóteles, defendiam a eudemonia, isso é, a busca da realização das próprias potencialidades e ainda estar a serviço de algo superior à própria pessoa. De lá para cá, muitos anos se passarem e os cientistas da felicidade (sim, felicidade é uma ciência), como o psicólogo Martin Seligman e a dra. Sonja Lyubomirsky confirmam que uma vida feliz é uma vida que vale a pena ser vivida.

“Felicidade é a experiência de contentamento e bem-estar, combinada a sensação que a própria vida possui sentido e vale a pena.”, diz Sonja Lyubomirsky.

Somos seres que buscam significado. Essa sensação de contribuir para algo importante traz mais satisfação do que o dinheiro pode comprar. É sentir que nossas atividades e experiências são significativas e valiosas.

Encontramos a verdadeira felicidade quando sentimos que estamos contribuindo com algo maior que nós mesmos. Isso é válido para as relações, para o trabalho, para a fé, ou mesmo para a comunidade. E o propósito não só é importante para a felicidade, mas para os negócios. As pesquisas mostram que empresas e empresários que têm um propósito bem definido, têm muito mais probabilidade de sucesso profissional.

E como criar seu propósito? O que me inspira? Porque eu existo? Como posso pegar meus pontos fortes e usá-los de uma forma que realmente farei a diferença no mundo?

Você pode imaginar que esse é um tema fútil. Mas ter um significado é ainda mais importante para os momentos de dor. O maior exemplo vem do psicólogo Viktor Frankl, que conta a sua história no campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Frankl relata que pessoas que tinham um significado, uma razão para existir, eram as pessoas que sobreviviam ao horrores da Guerra. “Nada proporciona melhor capacidade de superação e resistência aos problemas e dificuldades em geral do que a consciência de ter uma missão a cumprir na vida.”, dizia Viktor Frankl.

Para encerrar, me lembro de um questionamento do antropólogo e psicólogo Roberto Crema sobre propósito: o que estamos fazendo com a história que viemos contar?

Flávia da Veiga é empresária, publicitária e fundadora da BeHappier

Os artigos publicados pelos colunistas são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam as ideias ou opiniões do ES360.


Deixe um comentário:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Mais Colunas