STJ mantém afastamento de Witzel do governo do Rio de Janeiro - ES360

STJ mantém afastamento de Witzel do governo do Rio de Janeiro

Por 10 votos a 1, ministros entenderam haver indícios para afastá-lo

Governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

 

A maioria dos ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta quarta-feira (2) manter a decisão que afastou governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, do cargo. O caso foi julgado pela Corte Especial, colegiado do STJ responsável pelo julgamento de processos envolvendo autoridades com foro por prerrogativa de função. Por 10 votos a 1, os ministros entenderam que a investigação feita até o momento demonstra que há indícios suficientes para justificar o afastamento de Witzel.

Na sexta-feira (28), o governador foi afastado do cargo por 180 dias em uma decisão do ministro Benedito Gonçalves, do STJ. O afastamento foi determinado no âmbito da Operação Tris in Idem, um desdobramento da Operação Placebo, que investiga atos de corrupção em contratos públicos do governo do Rio de Janeiro.

A investigação aponta que a organização criminosa instalada no governo estadual a partir da eleição de Witzel se divide em três grupos que, sob a liderança de empresários, pagavam vantagens indevidas a agentes públicos. Os grupos teriam loteado as principais secretarias para beneficiar determinadas empresas.

Após ser afastado, Witzel negou o envolvimento em atos de corrupção e afirmou que seu afastamento não se justifica.

Agência Brasil


Deixe um comentário:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Mais notícias
Mundo

Bolsonaro envia carta a Biden e fala em parceria por proteção ao meio ambiente

Dia a dia

Casagrande: 70 mil doses da Coronavac devem chegar ao ES no início de fevereiro

Mundo

Em discurso como presidente, Biden pede união nacional e alerta para a covid-19

Mundo

Biden promete derrotar ‘terrorismo doméstico’ e ‘supremacismo branco’