Sour beer: acidez é a bola da vez - ES360

Sour beer: acidez é a bola da vez

Cervejas do estilo sour são do tipo que divide opiniões. Há quem não abra mão de ter as cervejas ácidas no copo ou quem faça até careta quando o estilo é mencionado. Com PH baixo, as sour ales possibilitam variadas experiências de sabores, pelas diversas possibilidades de combinação com frutas, que é o que mais temos visto nos lançamentos nacionais.

A proximidade do verão é uma boa época para experimentar esse estilo, que combina com altas temperaturas, já que são refrescantes e leves e por vezes frisantes. O baixo teor alcoólicos que algumas delas possui também favorece a escolha da bebida para dias mais quentes.

Costuma gostar de cerveja sour quem gosta de suco de limão, maracujá, em geral frutas mais azedas. Mas nas receitas, são usados vários tipos de frutas, incluindo as vermelhas, o que deixa a bebida com a cor ainda mais especial. Também é boa opção para quem não gosta de amargor, pois em geral o IBU é baixo. E foi numa variação de sour ale que surgiu o primeiro estilo de cerveja reconhecido como brasilieiro, Catharina Sour, cervejas ácidas com adição de frutas. E ganhou esse nome porque o estilo nasceu em Santa Catarina, no Sul do Brasil.

Berliner Weisse é outro estilo de sour fácil de encontrar. Essa é uma cerveja originária da Alemanha e feita com 1/4 de trigo na composição, teor alcoólico baixo e bastante carbonatação, chegou a ser chamada por Napoleão, em 1809, de “champanhe do norte”.

Entre as sour ales também estão as cervejas produzidas com fermentação espontânea, também chamadas de lambics, de origem belga, que também podem ter fruta na composição. No Brasil, a Cervejaria Zalaz, que fica na Serra da Mantiqueira mineira produz alguns rótulos com fermentação espontânea e também adição de frutas, como pitaya, denominando a cerveja de Brazilian Wild Ale.

As Flanders Red Ales também estão na categoria sour. É um estilo de cerveja mais parecido com vinho, tem baixa carbonatação, toque vinagrado e aroma frutado. Em geral são envelhecidas por quase dois anos em barris de carvalho. Teve origem na cidade de Flanders, na Bélgica.

Agora que já falamos de cervejas ácidas, que têm conquistado cada vez mais o paladar até de quem não gosta tanto de cerveja, confira algumas opções para degustar neste verão.

Vamos brindar?

Quintal de Mexerica e Quintal de Jabuticaba, da Cervejaria Antuérpia. Foto: Leticia Orlandi
Quintal de Mexerica e Quintal de Jabuticaba, da Cervejaria Antuérpia. Foto: Leticia Orlandi

– Quintal, da Cervejaria Antuérpia. Do primeiro estilo reconhecido como brasileiro, essa catharina sour possui três versões, Jabuticaba, Morango e Hibisco e Mexerica.

– Sour com Aromas Negras da Cervejaria Trarko. Feita com aromas colhidas na região de Pedra Azul, a cerveja tem 3,8% de álcool e 3,5 de PH.

 

Berliner Weisse Pink Lemonade, da Cervejaria Dádiva. Foto: Leticia Orlandi
Berliner Weisse Pink Lemonade, da Cervejaria Dádiva. Foto: Leticia Orlandi

– Pink Lemonade da Cervejaria Dádiva. Feita com amora, framboesa, limão e aroma de hortelã.

– Sour Frutas Vermelhas da Hood Cervejaria. Tem ABV de 3,8% e de IBU, leve e refrescante.

 

Undatus, Brazilian Wild Ale da Cervejaria Zalaz. Foto: Leticia Orlandi
Undatus, Brazilian Wild Ale da Cervejaria Zalaz. Foto: Leticia Orlandi

 

– Zalaz Undatus, Brazilian Wild Ale. Feita com blend de vinho de pitaya com uma base de cerveja belga, ambos de fermentação natural e tudo da fazenda onde fica a cervejaria, em Minas Gerais. O resultado é uma cerveja complexa e com acidez marcante. Tem 6,2% de álcool.

Leticia Orlandi é jornalista e entusiasta de cervejas artesanais. Escreve sobre histórias e sabores por trás de cada copo.

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