“Sou imbrochável”, diz Bolsonaro ao negar que governa de olho na reeleição - ES360

“Sou imbrochável”, diz Bolsonaro ao negar que governa de olho na reeleição

O presidente aproveitou para afirmar que a atuação do ministro gaúcho Onyx Lorenzoni em relação ao Rio Grande do Sul é "um ponto a ser estudado"

Presidente Jair Bolsonaro. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
“Não vou brochar perto de vocês [jornalistas] pensando em reeleição. Eu sou imbrochável”, disse Bolsonaro. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na saída do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, o presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (6) que não está preocupado com reeleição. “Não vou brochar para atender vocês”, disparou, se dirigindo aos jornalistas. E complementou: “Sou imbrochável”. O bate-papo com a imprensa e apoiadores durou cerca de 50 minutos.

O presidente Jair Bolsonaro aproveitou para afirmar que a atuação do ministro gaúcho Onyx Lorenzoni (Casa Civil) em relação ao Rio Grande do Sul é “um ponto a ser estudado”. O mandatário disse, no entanto, que não iria confirmar se há, de fato, interesse eleitoral de Onyx no Estado.

“É um ponto a ser estudado”, disse Bolsonaro ao ser questionado se Onyx não estaria atuando para se candidatar ao governo estadual em 2022 por priorizar encontros regionais e entrevistas para veículos locais do RS. Nos últimos dias, o ministro teve a pasta esvaziada e alguns de auxiliares foram demitidos.

“Qualquer ministro que, por ventura, queira usar o ministério em vez de atender ao Brasil para atender o seu Estado ou o seu município está fadado a levar um cartão vermelho. Não vou confirmar o que você falou aí sobre Onyx dar sinais de que possui interesse eleitoral no RS, mas, em havendo…”, disse Bolsonaro sem concluir a frase.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo publicada na edição desta quinta-feira, o presidente prometeu dar um “cartão vermelho” a ministros que usarem o cargo e as ações de suas pastas para se promoverem eleitoralmente.

Nesta quinta, ao deixar o Palácio da Alvorada, Bolsonaro reforçou o posicionamento. Ele disse que um integrante do governo que tenha interesses eleitorais pode despertar questionamentos sobre a priorização de um Estado em detrimento de outro, o que pode trazer problemas para a sua gestão.

“Até porque o pessoal local vai começar a bater, porque está vindo mais recurso para tal Estado e não para todos de maneira uniforme. Se isso estiver acontecendo, vamos ter problemas pela frente”, afirmou. “Os ministros sabem que, no que for possível, estou ligado em quase tudo e, percebendo (…), não conte com a minha simpatia. Quem se preocupa com política no governo não vai dar certo”, avisou.

Estadão Conteúdo

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