Sindicato dos Professores avalia entrar na Justiça contra aulas presenciais - ES360

Sindicato dos Professores avalia entrar na Justiça contra aulas presenciais

Diante do quadro de agravamento da pandemia, com 24 mortes e 1.062 contaminados nas últimas 24 horas, o sindicato analisa possibilidade de voltar à Justiça

A primeira Lei de Newton, a sociedade, o Estado e a economia. Foto: Wokandapix/Pixabay
As salas de aula ficaram vazias durante a pandemia do novo coronavírus. Foto: Wokandapix/Pixabay

 

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes) está preocupado com o cenário epidemiológico do estado, tendo em vista o aumento de casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus nas últimas semanas. Além disso, não concorda com retorno às aulas presenciais, ocorrida a partir de outubro, após ter sido autorizado pelo governador Renato Casagrande (PSB). Diante do quadro de agravamento da pandemia, com 24 mortes e 1.062 contaminados nas últimas 24 horas, o sindicato diz monitorar os números e analisa possibilidade de voltar à Justiça.

“Lamentavelmente, o governo do Estado não sinalizou a possibilidade de fechar novamente as escolas diante dessa nova onda. Estamos avaliando a possibilidade de entrar com um novo recurso contra a continuação das aulas presenciais. Mantemos a posição de que aulas podemos repor, mas vidas, não. Não há cabimento em colocar a vida dos profissionais e dos alunos em risco por causa de dois meses de aula. Acreditamos que a melhor medida é deixar as aulas presenciais para o ano que vem, com as medidas sanitárias adequadas”, disse o o diretor do Sindiupes, Paulo Loureiro.

Para Loureiro, o retorno das aulas presenciais é um desserviço, porque já há o desgaste provocado pelo planejamento no modelo híbrido, com momentos presenciais e momentos não presenciais. Outro ponto levantado foi a presença dos alunos, que segundo o diretor do sindicato, tem sido de 10% da capacidade total das escolas.

A diretora do Sindiupes Jerusa Gujanwski afirma que o momento não é para a manutenção das aulas presenciais. “Vemos constantemente nos noticiários que os jovens estão levando a doença para casa e estão sendo o principal transmissor. E são esses jovens que estão nas escolas, ou seja, estamos preocupados. E o perigo não está apenas dentro da sala de aula, mas sim no trajeto que os alunos e professores fazem diariamente. Infelizmente, os números mostrados diariamente são de pessoas que estão perdendo suas vidas. Precisamos pensar nisso. Não há um modelo seguro neste momento”, comentou.


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