Senador Cid Gomes é baleado ao avançar com trator contra grevistas no Ceará - ES360

Senador Cid Gomes é baleado ao avançar com trator contra grevistas no Ceará

Assessoria de Cid Gomes informou que o senador foi atingido por um disparo de arma de fogo

Senador Cid Gomes tenta entrar em batalhão da polícia com retroescavadeira e é baleado. Foto: Reprodução/Ansa Brasil
Senador Cid Gomes tenta entrar em batalhão da polícia com retroescavadeira e é baleado. Foto: Reprodução/Ansa Brasil

 

O senador licenciado Cid Gomes (PDT), de 56 anos, foi atingido por um disparo na cidade de Sobral, no interior do Ceará, na tarde desta quarta-feira (19). Um vídeo mostra o momento em que Gomes, dirigindo um trator, avança sobre um portão de um quartel da Polícia Militar; do outro lado estavam pessoas mascaradas, de onde vem o disparo. Não há confirmação se o tiro é de borracha ou de munição real. Ele foi socorrido para um hospital da cidade e passa por atendimento médico. O estado de saúde dele não foi divulgado.

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT) anunciou nesta quarta-feira ter solicitado ao governo Jair Bolsonaro o apoio de tropas para reforçar a segurança no Estado, após quatro batalhões da Polícia Militar serem atacados. Os ataques foram feitos por pessoas encapuzadas, mas há suspeita de que os responsáveis sejam policiais.

Protesto

Segundo Santana, as ações foram feitas por homens mascarados que seriam “alguns policiais” e “mulheres que se apresentam como esposas de militares. O secretário de Segurança Pública do Ceará, André Costa, informou que três policiais militares foram presos em flagrante por estarem furando pneus de viaturas em Fortaleza, enquanto um oficial foi conduzido à delegacia em Juazeiro do Norte por estar com um capuz no bolso e armado.

Outros 261 policiais estão sendo investigados por suspeita de participação nas ações. “Temos, sim, grupos dentro da Polícia Militar que têm praticado crimes militares e atos de vandalismo. Com essas pessoas, o Estado vai agir com todo o rigor que a lei prevê. Não toleraremos nenhuma dessas condutas e vão responder por motins, por revolta, insubordinação. Eles serão retirados da folha salarial da polícia militar e não receberão salário daqui em diante”, disse o secretário.

Os ataques teriam ocorrido por falta de um acordo entre o governo do Estado e os policiais e bombeiros sobre o reajuste salarial. De acordo com o representante das categorias da segurança pública na Assembleia Legislativa do Ceará, o deputado Soldado Noelio (PROS), muitos policiais se manifestam com o rosto coberto. “Não temos como afirmar quem é o responsável por essas ações de vandalismo. Eles estão cobrindo os rostos, temendo punições por parte do governo”, completa. Os policiais também optaram por não se pronunciar sobre os movimentos de paralisação.

Na Assembleia Legislativa, uma CPI foi protocolada para avaliar supostas irregularidades cometidas pelas associações que representam os agentes da segurança pública do Ceará e que ocasionaram essas paralisações. De acordo com o Ministério Público, 12 entidades serão investigadas. Nos últimos seis anos, elas receberam R$ 126,7 milhões de reais, mas apenas R$ 65 milhões foram movimentados.

Estadão Conteúdo


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