Salário de Vitória cresceu o dobro do pago no interior - ES360

Salário de Vitória cresceu o dobro do pago no interior

Remuneração da capital passou de R$ 2.412 para R$ 4.298, de 2012 para 2018; já a de outros municípios, foi de R$ 1.204 para R$ 1.679

Em seis anos, o salário médio pago aos trabalhadores que moram em Vitória cresceu o dobro do valor do rendimento dos moradores das regiões do interior do estado. Enquanto a remuneração média da capital subiu 78%, passando de R$ 2.412 para R$ 4.298, de 2012 para 2018; a de moradores de fora da região metropolitana cresceu 39%, aumentando de R$ 1.204 para R$ 1.679, no mesmo período.

Os dados fazem parte da pesquisa sobre a desigualdade salarial da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua de 2018, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Além do crescimento em escala superior ao restante do estado, o salário dos trabalhadores que moram em Vitória representa mais que o dobro do que o de moradores do restante da Grande Vitória (R$ 1.976). A média de rendimentos no estado ficou em R$ 2.070 no ano passado.

O diretor de integração de projetos especiais do IJSN (Instituto Jones dos Santos Neves), Pablo Lira justifica a concentração de renda por Vitória concentrar postos de trabalho com salários elevados, já que conta com muitos prédios de administração pública, secretarias de estado e órgãos do poder judiciário.

A diferença entre o salário do interior e o da região metropolitana também é justificada pela aglomeração populacional, segundo o diretor do IJSN. A Grande Vitória tem 47% da população e concentra 60% do PIB do Espírito Santo.

“Desde 2014, estamos vendo no Brasil a intensificação da crise na economia que acaba tendo impacto e comprometendo mais a população menos privilegiada. A gente espera que o Brasil volte a crescer para a desigualdade reduzir”.

Desigualdade no país é recorde

O rendimento médio obtido do trabalho da população 1% mais rica foi quase 34 vezes maior que da metade mais pobre em 2018. A parcela de maior renda arrecadou R$ 27.744 por mês, enquanto os 50% menos favorecidos ganharam R$ 820.

Essa diferença é um recorde da série histórica da pesquisa do IBGE, iniciada em 2012. O avanço da desigualdade é resultado de um aumento de 8,4% na renda das pessoas mais ricas e as quedas nos ganhos das classes que formam os 30% mais pobres entre 2017 e 2018. No mesmo período, os 5% mais pobres, viram os rendimentos caírem 3,2%, para R$ 153.

“O rendimento do trabalho corresponde a aproximadamente três quartos do rendimento total das famílias. O mercado de trabalho em crise, onde as pessoas estão deixando seus empregos e indo trabalhar em outras ocupações, com salários mais baixos, provoca um impacto no rendimento total”, explicou a gerente da pesquisa, Maria Lucia Vieira.

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