Rodoviários prometem atos sem dia e hora na Grande Vitória - ES360

Rodoviários prometem atos sem dia e hora na Grande Vitória

Desde a última segunda-feira (4), a categoria realiza atos na Grande Vitória pedindo a volta dos profissionais para dentro dos ônibus do sistema Transcol

Ônibus Transcol
Ônibus. Foto: Chico Guedes

 

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Espírito Santo (Sindirodoviários) promete manifestações frequentes até que cobradores retornem aos postos de trabalho. Desde a última segunda-feira (4), a categoria realiza atos na Grande Vitória pedindo a volta dos profissionais para dentro dos ônibus do sistema Transcol.

Segundo o presidente interino do Sindirodoviários-ES, José Carlos Sales, a categoria tem o direito de manifestar até os profissionais retornem ao trabalho. “Não tem data, não tem local. Mas a categoria vai reivindicar um direito que é deles de voltar a trabalhar. Foi firmado um acordo e vamos cobrar. Estamos falando de 3,5 mil a 4 mil famílias”, frisou.

A categoria protesta pedindo a volta dos cobradores para dentro dos ônibus. Os cobradores estão afastados da função desde maio, quando o governo do Estado passou a aceitar apenas o cartão de passagem como forma de pagamento, justificando que o dinheiro físico é um vetor de transmissão do coronavírus.

A Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Estado do Espírito Santo (Ceturb) garante que desde o início da pandemia não houve e não haverá demissões dos 2.800 cobradores do Sistema Transcol. “Eles estão recebendo integralmente seus salários. Além disso, a categoria tem garantia de 20 meses de estabilidade assegurados na Ata da reunião de conciliação com a Justiça do Trabalho, assinada em 2019”.

Na manhã desta terça-feira (5), representantes do Sindirodoviários-ES foram recebidos no Palácio Anchieta, pelo chefe da Casa Militar e um assessor especial do governo, e apresentaram suas reivindicações em relação aos cobradores do Sistema Transcol.

Empregos mantidos

A Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi) afirmou que vai analisar a pauta, mas reiterou que a continuidade da suspensão da cobrança em dinheiro nos coletivos foi definida levando em consideração o Decreto de Estado de Emergência em Saúde Pública, que estabelece medidas sanitárias e administrativas para prevenção da covid-19.

A função de cobrador nos coletivos está suspensa desde maio, no início da pandemia da covid-19. Porém, a Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura reforça que os profissionais que atuam como cobradores do Sistema Transcol não podem e não serão demitidos, tendo em vista o prazo de estabilidade da Lei Federal nº 14.020 e do acordo firmado com o Tribunal Regional do Trabalho em 2019.

A Ceturb explica que a Ata assinada em 2019 garante que serão oportunizados, no mínimo, três cursos de requalificação de mão de obra em atividades que eles queiram exercer, podendo ser reaproveitados dentro de atividades do próprio sistema, ou para aquele que deseja ser motorista. Também serão oferecidos cursos de mecânico, eletricista e auxiliar administrativo, dentre outros que as partes julgarem adequados à nova realidade.

“A requalificação já está sendo oferecida pelos consórcios, com 700 vagas para troca da categoria de habilitação, através do Sest/Senat, promoção para manobristas, escolinha de motoristas nas garagens, treinamento para ocupação de vagas internas, além deles poderem aderir ao Plano de Demissão Incentivada, se assim quiserem. Já está programada a disponibilização, até 2022, de 1.500 CNHs, nas categorias B ou AB, para que os cobradores possam ter sua primeira habilitação”, ressaltou a Ceturb.

Manifestações

Em novo protesto, os rodoviários colocaram os ônibus em fila dupla e seguiram em passeata pela avenida Vitória, no sentido Palácio Anchieta. O grupo continuou a caminhada pela avenida Jerônimo Monteiro até o Palácio Anchieta. O trânsito deu um nó na região do Centro e ficou bastante congestionado. O protesto terminou por volta das 13 horas.

Na manhã da última segunda-feira (4), eles realizaram um protesto na porta das garagens, impedindo os ônibus do sistema Transcol a circular, exceto os ônibus com ar condicionado e os micro-ônibus que já não tinham cobradores. À tarde, eles manifestaram nas ruas do Centro de Vitória, provocando congestionamento de veículos.


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