Rio Doce: governo impede rescisão de contrato da Renova com rede de pesquisa da Ufes - ES360

Rio Doce: governo impede rescisão de contrato da Renova com rede de pesquisa da Ufes

O Conselho Interfederativo (CIF) editou a determinação nº 447, de 22 de outubro de 2020, impedindo que a Fundação Renova efetive a anunciada rescisão de contrato com a Rede Rio Doce Mar

O Conselho Interfederativo (CIF), órgão de fiscalização das atividades de reparação dos impactos do rompimento da barragem do Rio Doce presidido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), editou a determinação nº 447, de 22 de outubro de 2020, impedindo que a Fundação Renova efetive a anunciada rescisão de contrato com a Rede Rio Doce Mar, rede de pesquisa ligada à Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (Fest) e a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) até que a fundação “demonstre como se dará o prosseguimento, sem interrupção, da coleta e interpretação dos dados, antes de proceder à eventual alteração da entidade”, afirma o documento.

A Rede Rio Doce Mar é responsável por fazer análises dos programa de monitoramento da biodiversidade aquática, com o objetivo de entender os impactos da passagem da lama do rompimento da barragem da Samarco, ocorrido há quase cinco anos. Segundo a rede, o rompimento do contrato, assinado em junho de 2018, foi informado no dia 30 de setembro. A Renova estipulou um prazo de 30 dias para desmobilização do programa, que é formado por uma rede colaborativa acadêmica de pesquisa, constituída por mais de 500 pesquisadores de 28 instituições de ensino.

A determinação do CIF pede ainda que a Renova “apresente soluções para dar continuidade aos estudos em andamento do programa de Monitoramento da Biodiversidade Aquática, deixando de adotar medidas que venham a causar a sua interrupção, ainda que temporária”.

Questionado sobre o assunto nesta sexta-feira (23), o presidente da Renova, André de Freitas, justificou que as atividades em campo estavam paralisadas desde março e reforçou que o monitoramento vai continuar, só vão romper com o fornecedor, “O que a gente vai fazer é dar mais celeridade ao processo de monitoramento. Serão feitas chamadas públicas para novas instituições participarem do processo, inclusive com a possibilidade de organizações dentro da própria Rede”, afirmou.


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