Revitalização do Centro Histórico é a principal proposta de Namy Chequer para Vitória - ES360

Revitalização do Centro Histórico é a principal proposta de Namy Chequer para Vitória

Entre as mudanças propostas estão o acesso à banda larga nas comunidades carentes e a melhoria do atendimento da Guarda Municipal

O jornalista, político e historiador Namy Chequer vai representar o PCdoB como candidato a prefeito de Vitória nas eleições municipais de 2020. Morador do Parque Moscoso há quase 50 anos, o candidato aposta em planos para as emergências causadas pela pandemia e tem como foco a região central da capital.

Em entrevista à BandNews FM Espírito Santo, Namy Chequer ressaltou a necessidade de a cidade ter um prefeito residente no Centro, e alertou para o cenário que a capital terá de enfrentar no momento pós-pandemia. O ex-vereador sugeriu como tratará o acesso à educação em bairros carentes da capital, e discutiu a recuperação através de estímulo ao comércio de Vitória. O candidato também pontuou a importância da revitalização do Centro Histórico e do turismo cultural. Confira os destaques abaixo:

Motivação

“Depois de ter cumprido alguns mandatos como vereador, estudar a história de Vitória e morar por tanto tempo aqui acho que posso dar uma boa colaboração, colocando questões importantes no centro do debate. Por exemplo, ano que vem teremos as consequências da pandemia de 2020, e eu estou vendo candidatos apresentando projetos para quatro ou oito anos de governo e eu acho que eu tenho que colocar no debate pra todos os candidatos a idéia de um plano de emergência para 2021. Teremos a pior crise de desemprego, o povo ficará sem renda por consequência da pandemia. Não vou culpar ninguém, mas Vitória tem um papel a cumprir nisso tudo, não só o governo estadual ou federal. Se tem um lugar com condições para atenuar as consequência disso, esse lugar é Vitória. É um município forte, muito bem administrado nos últimos anos. Nunca tivemos um prefeito ruim na cidade, uma crise na prefeitura como muito municípios vizinhos, porque tivemos a sorte de sempre saber escolher o prefeito. Aventureiro nunca ganhou eleição aqui.”

Orçamento

“Vitória é uma cidade onde não cabem mais grandes indústrias. Nós já temos as indústrias que deveríamos ter: Arcelor Mittal, Vale, algumas grandes indústrias já instaladas tradicionalmente na cidade. Nós não temos área rural. Na economia própria só temos a pesca. Nosso forte é o comércio e ele é exatamente o setor mais atingido pela crise. Então temos de debater propostas pra fortalecer o nosso comércio. A imprensa já divulgou que a pandemia fechou 3,2 mil lojas comerciais em todo o estado, com perda de 23 mil postos de trabalho. Temos uma crise no comércio. Nós temos que fazer um trabalho de auxílio e estímulo para essas lojas, sobretudo no Centro. Nós temos, desde 1963, quando Solon Borges ainda era prefeito, a falta de um chefe de Executivo residente no Centro de Vitória. Se tem uma área da capital que não acompanhou o processo de desenvolvimento e de progresso do resto da cidade foi a região central, de Jucutuquara até Santo Antônio. Todas as regiões se desenvolveram e nós temos que jogar pesado para fortalecer o Centro.”

Saúde

“Nós temos tirado, o partido tem tirado, pra colocar a disposição dos candidatos em nível nacional, dez pontos de fortalecimento do SUS. Foi ele quem salvaguardou a maior parte da população. Então, precisamos trabalhar por um SUS voltado à vida. Nós temos também a rede municipal de saúde. Todo mundo sabe que a rede de Vitória é a melhor, mas podemos melhorar ainda mais. Temos um elenco de dez medidas que o partido elaborou, o próprio secretário estadual do governador Casagrande é dirigente do PCdoB, e ele tem sido um exemplo de dedicação entre os secretários para o fortalecimento do SUS. Medicina familiar, comunitária, todas essas ações de treinamento e recrutamento já compõem nosso plano de governo.”

Educação

“Outra grande vítima da pandemia que gerou uma questão que precisa ser enfrentada em 2021. Nós temos escolas particulares e elas mantiveram as aulas por internet, todas elas fizeram isso. A escola pública quase não pôde fazer. De forma generalizada ela não fez, porque os bairros populares não têm banda larga, e isso virou uma necessidade para a educação. A prefeitura precisa colocar banda larga em todos os bairros populares, já era clara essa necessidade e agora ela se escancarou. As administrações já vinham colocando no Parque Moscoso e nas praças uma banda larga para o povo utilizar como lazer. Agora é uma necessidade educacional. A prefeitura precisa ter o compromisso de universalizar a banda larga, pois o povo precisa disso.”

Turismo

“Vitória vai comemorar cinco séculos em breve. Nós somos 200 anos mais antigos do que Ouro Preto, uma das principais cidades do turismo cultural e histórico do país. Nós temos que valorizar nosso patrimônio, isso é um fator fundamental. Temos música própria, culinária própria, teatros lindos, uma universidade imensa, nós temos que otimizar isso pra servir ao turismo. Sobretudo o Centro de Vitória. A indústria turística e cultural não poluente, que apaixona, temos um rede hoteleira que pode se desenvolver ainda mais. A revitalização do Centro de Vitória está vinculada diretamente ao desenvolvimento do turismo.”

Segurança

“Quem quer fazer uma ação administrativa de emergência em 2021 precisa priorizar algumas áreas. Saúde, educação, a limpeza pública… Vitória tem tradição de ser uma cidade limpa, onde caminhões do lixo passam duas vezes por dia, coisa rara no país. Quando Luiz Paulo [Velloso Lucas, então prefeito da capital] levou o projeto de criação da Guarda Municipal, existia um medo, pois a polêmica era se a guarda seria armada ou não. Eu defendi, na época, que ela devia ser armada, e eu entendo que a guarda tem um papel a cumprir que não é de polícia. A guarda precisa atender essas ocorrências onde não há confronto, são muitos os crimes e delitos que não envolvem confronto. A Polícia Militar é uma tropa de confronto, de troca de tiro, ela é mais preparada que o exército, ela tem tradição de enfrentamento diário. Então, não pode ocorrer da Polícia Militar substituir a Guarda Municipal, assim como o Exército não pode substituir a Polícia Militar. A Guarda Municipal precisa fazer o trabalho dela que é de resolver situações de pequenos conflitos. E vou ampliá-la, para cumprir um excelente papel.”

Polarização

“Vitória sendo uma capital acaba estabelecendo uma nacionalização da política, mas hoje temos uma esquerda e uma direita divididas. Temos candidato de vários espectros políticos, mas no segundo turno é que as coisas vão se decantar melhor. Acho que Vitória não ideologiza muito essas questões. Jamais Vitória elegeu um prefeito de direita, nunca, pode pegar as eleições, sempre candidatos com perfil de centro-esquerda. É uma tradição. Sim, o mundo mudou, está polarizado e Bolsonaro está aí, mas existe esse histórico nas eleições da capital. Eu estou confortável pois sou do PCdoB, nosso partido está sozinho, mas acho que não é um partido de extrema-esquerda e nem de centro, e sim de esquerda, um partido que defende um estado nacional forte no país pra se autodeterminar, pois para um país ser socialista, precisa ter capacidade pra isso.”

Ouça a entrevista completa:


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