Renova não diz número de pescadores sem benefício - ES360

Renova não diz número de pescadores sem benefício

Segundo membros da Associação de Pescadores de Colatina, muitos pescadores não receberam o cartão emergencial ou indenização

Protesto pescadores Renova
Manifestantes pedem que seus direitos seja cumpridos. Foto: Divulgação

Após o protesto de pescadores atingidos pelo rompimento da barragem da Samarco interditar a estrada de Ferro Vitória-Minas, em Colatina, a Fundação Renova diz que 3,9 mil pescadores no Espírito Santo foram indenizados, mas não informa quantos profissionais da pesca – das áreas afetadas no estado pela lama de rejeitos que atingiu o rio Doce – ainda esperam pelo benefício.

Considerando que em março deste ano a Renova informou que 3,8 mil pescadores tinham sido indenizados, só novos 100 afetados na pesca foram beneficiados até o início deste mês.

A Renova tinha prometido que até o final de junho iria reconhecer e pagar os atingidos que não conseguiram comprovar o ofício com documentos, chamados de “pescadores de fato”. O reconhecimento seria com base nos depoimentos de pessoas da própria comunidade e também iria incluir mulheres.

O membro da Associação de Pescadores de Colatina Litunoy Gomes de Araújo diz que muitos pescadores não receberam nem o primeiro cartão emergencial, nem a indenização. Ou quando são beneficiados com o auxílio não são incluídos na lista de indenização.

“Muitos pescadores ainda não foram reconhecidos, inclusive as mulheres. Minha esposa tem a carteira de pescador e até hoje não foi reconhecida. A Fundação faz o que quer com os atingidos. Só quando fechamos a linha, a gente consegue alguma atenção”, frisa.

Protesto

A manifestação de ontem na estrada de Ferro Vitória-Minas, em Colatina, reuniu pescadores de Colatina, Baixo Guandu e Aimorés e interrompeu a circulação do trem de passageiros entre Vitória e Belo Horizonte. A Vale informa que o trem volta a circular normalmente hoje.

Sobre a manifestação em Colatina, a Renova diz que o movimento terminou de forma pacífica. A Fundação explica que permanece em contato com as lideranças e reforça que tem a escuta, o diálogo e a participação social como práticas norteadoras de suas ações.


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