Queiroz admite ‘rachadinhas’, mas tenta livrar Flávio Bolsonaro - ES360

Queiroz admite ‘rachadinhas’, mas tenta livrar Flávio Bolsonaro

Apesar da confirmação, o ex-assessor de Flávio disse que "tal acordo teria sido realizado sem consulta ou anuência do então deputado estadual"

O ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz admitiu por escrito aos promotores do Ministério Público a prática de “rachadinhas” no gabinete de Eduardo Bolsonaro, quando o filho do presidente ainda era deputado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Apesar da confirmação, Queiroz negou o envolvimento de Flávio no caso.

Segundo a CNN Brasil, o ex-assessor, em documento já anexado ao processo que tramita na Justiça, “admitiu que havia um acordo pelo qual os assessores por ele indicados para ocupar cargos no gabinete haveriam de lhe entregar parte de seus vencimentos”.

Na denúncia do Ministério Público, Fabrício Queiroz ainda afirmou que “tal acordo teria sido realizado sem consulta ou anuência do então deputado estadual nem de seu chefe de gabinete, valendo-se da confiança e da autonomia que possuía”.

Os promotores que acompanham o caso não acreditam nessa versão. Eles se baseiam na evolução patrimonial de Flávio Bolsonaro e sua esposa, Fernanda Antunes Bolsonaro, ao longo de 10 anos; bem como na quebra do sigilo bancário de Queiroz, que indicou a movimentação de mais de R$ 2 milhões — valor considerado incompatível com o salário de um policial militar reformado.

À Justiça, o Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção afirma que Flávio Boslonaro é o “líder da organização criminosa e integrante do núcleo político, que nomeava determinadas pessoas, previamente aderentes ao intento delitivo, para diversos cargos comissionados na Alerj, geralmente ‘funcionários fantasmas’, que não exerciam de fato as funções públicas, com o único propósito de ‘empresarem’ seus dados qualificativos e contas bancárias para permitir o desvio dos recursos em troca de um percentual desses valores”.

À reportagem, a defesa do ex-assessor parlamentar disse que “reafirma a inocência de Fabrício Queiroz e informa que pretende fazer a impugnação das provas acusatórias e produção de contraprovas que demonstrarão a improcedência das acusações.”

Já os advogados de Flávio Bolsonaro afirmaram que não irão se manifestar, pois o processo está sob sigilo.


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