Profissionais de saúde são 32% dos infectados por coronavírus no ES - ES360

Profissionais de saúde são 32% dos infectados por coronavírus no ES

No total, 629 profissionais de saúde tiveram teste positivo para a doença. Associação Médica considera número alto e estima que 20% deles sejam médicos

Movimentação de idosos no posto da 612 Sul para Vacinação contra Influenza. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Profissionais de saúde já são 32% dos infectados por coronavírus no Espírito Santo. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Profissionais de saúde, como médico e enfermeiros, são 32% (629) do total de infectados pelo novo coronavírus no Espírito Santo. O número é bem maior do apresentado há duas semanas pelo governo, em que apenas 21 (3%) dos profissionais estavam infectados.  Os dados são do Painel Covid-19 disponibilizado pelo governo do Espírito Santo. A grande maioria, 467 são mulheres e a faixa etária mais atingida, com 247 casos é 30 a 39 anos, seguida de 40 a 49 anos, com 162 testes positivos confirmados.

“Estamos vendo um aumento muito grande do afastamento de médicos infectados com a covid-19. Estimamos que desse total dos contaminados da saúde, 20% sejam médicos. Consideramos esse número de 30% muito alto, visto que na Itália os médicos eram 8,3% dos contaminados, nos Estados Unidos vai de 5% a 17% e na China ficou em 5%”, afirmou Leonardo Lessa, presidente da Associação Médica do Espírito Santo.

Lessa explica que o risco para médicos da linha de frente contaminados é desenvolver complicações mais graves da doença, já que recebem uma alta carga viral em contato com os pacientes com a covid-19 nos hospitais.  Segundo ele, isso acontece porque os profissionais, mesmo com proteção, entram em contato direto com as vias aéreas de pacientes infectados. Alguns médicos estão internados em UTIs com a doença.

Ele também alerta para o risco de haver falta de profissionais de saúde por conta do afastamento de 14 dias necessários após a confirmação do diagnóstico. Lessa destacou ainda que os profissionais da saúde também não têm sido testados com frequência necessária, além da falta de materiais de proteção como máscaras, luvas, óculos, aventais descartáveis, entre outros, que podem ter contribuído para o aumento do número de infecções entre esses profissionais.


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