Prefeitura de Vila Velha diz que dados apresentados pela transição estão "equivocados" - ES360

Prefeitura de Vila Velha diz que dados apresentados pela transição estão “equivocados”

A equipe de transição foi liderada pelo prefeito eleito, Gilson Daniel (Podemos), que até o dia 31 é também prefeito de Viana

Arnaldinho recebe relatório de transição. Foto: Divulgação
Arnaldinho recebe relatório de transição de gestão. Foto: Divulgação

Meio bilhão de reais em dívidas de longo prazo, como precatórios, parcelamentos de INSS, empréstimos tomados nos últimos anos, além de uma queda de arrecadação de R$ 15 milhões. Esse é o cenário da Prefeitura de Vila Velha apontado pela equipe de transição do prefeito eleito, Arnaldinho Borgo (Podemos), apresentado nesta terça-feira (29), em relatório com quase 300 páginas, que “mostra dados preocupantes da atual situação fiscal, organizacional, estrutural e administrativa” do município canela-verde. A equipe de transição foi liderada pelo prefeito eleito, Gilson Daniel (Podemos), que até o dia 31 é também prefeito de Viana. A atual gestão, do prefeito Max Filho (PSDB) rebate e diz que os dados apresentados estão equivocados.

O levantamento da equipe de transição mostra que Arnaldinho vai herdar R$ 100 milhões de dívidas da atual administração. Seriam R$ 24 milhões de restos a pagar de 2009 até 2019. Sendo 95% desse valor relativo a 2017, 2018 e 2019. Ainda não foi passado para a equipe de transição o valor exato da dívida referente ao ano de 2020, por isso foi considerada uma projeção de cerca de R$ 13 milhões de despesas empenhadas e não pagas durante o ano de eleição e de pandemia da covid-19.

A atual gestão alegou que em 2017, a prefeitura fechou com superávit de R$ 98,9 milhões. Em 2018, R$ 38,8 milhões. No último ano, por exemplo, a prefeitura também fechou o ano em superávit, sendo R$ 1,05 bilhão de receita arrecadada e R$ 971 milhões de despesas consolidadas. Somente entre 2017 a 2019, há um superávit acumulado de R$ 216 milhões. Em 2020, até o momento, são R$ 1,09 bilhão arrecadado e R$ 861 milhões em despesas. No dia 31 de dezembro, será publicado no Diário Oficial o saldo da disponibilidade financeira atualizada em banco.

Também estão na conta dívidas fundadas, ou seja, de pagamento a longo prazo, que incluem financiamentos, pagamentos de previdência do INSS e previdência municipal e pagamento de precatórios. De acordo com Gilson Daniel, a administração de Arnaldinho terá que liquidar, em até quatro anos, cerca de R$ 70 milhões em precatórios. A atual gestão esclareceu que elas são decorrentes de processos judiciais de vários anos e todo prefeito que entra, até que seja cumprido o parcelamento do regime especial de precatórios, terá dívida a pagar. Foi pago de dívida consolidada mais de R$ 80 milhões nos últimos quatro anos.

Estrutura para vacina

Além disso, no relatório consta que na saúde, falta uma central de frios para armazenamento de vacina, não há ações de modernização para adquirir insumos para enfrentar a pandemia da covid-19, nem plano atual de vacinação em massa. A equipe registrou, também, a exoneração dos 34 motoristas de ambulâncias e que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Riviera será inaugurada sem estar pronta – não tem estrutura e equipamento para funcionamento. Alegou ainda que o município não possui estrutura para armazenamento e vacinação em massa dos moradores. O problema seria não só para o armazenamento de uma vacina para o coronavírus, mas também de qualquer outra doença.

Segundo a atual gestão, o município adquiriu três câmaras refrigeradas de três portas, com inteligência artificial, que avisa ao gestor do sistema, sobre alguma intercorrência elétrica. A nova rede, mantém mesmo sem energia, a validade das vacinas por 48 horas. Tem capacidade de 1.500 litros, para armazenar as vacinas, além disso, a rede de frio municipal dispõe de mais 16 câmaras refrigeradas de 373 litros, para armazenar a rotina do município e mais doses da vacina contra a covid-19 caso seja necessário.

Educação

Quanto à Educação, a equipe de Arnaldinho frisou que as escolas estão em situações precárias, sem condições de volta às aulas, outras reformadas em período eleitoral que já mostram rachaduras, problemas estruturais e obras mal executadas. “Não tem máscara, álcool em gel, luva, não tem nada comprado. Ainda não há previsão de volta às aulas, mas em Vila Velha o problema é ainda maior, é estrutural, porque não temos o material para o retorno das crianças”, pontuou.

Sobre esse ponto, a atual gestão disse que “contratou empresas para realizar a manutenção de todas as 102 unidades que compõem a rede municipal de ensino” e que o planejamento para o próximo ano letivo já está “pronto e em curso. Aulas por meio do site Conectados da Vila, estratégias em cada unidade de ensino e material impresso para os alunos que não possuem acesso à internet. Mas, caberá à futura gestão definir as ações”, completou.


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