Por que o governo optou por não montar hospital de campanha na Grande Vitória - ES360

Por que o governo optou por não montar hospital de campanha na Grande Vitória

Secretaria de Saúde avalia implantar modelo somente em Colatina, porque a região Noroeste contam com número menor de UPAs e, portanto, menos estrutura para pacientes graves

Os hospitais de campanha tem sido associados em todo país à ampliação da capacidade de atendimento aos pacientes com covid-19. Nas no Espírito Santo, o governo optou por não implantar esse modelo, priorizando a expansão dos hospitais já existentes. A única exceção poderá ser Colatina. Por falta de estrutura para atender pacientes graves, já que existem poucas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) na região noroeste, o governo avalia, nas próximas horas, se vai ou não implantar um hospital de campanha na região.

Para o secretário de estado da Saúde, Nesio Fernandes, os hospitais de campanha são voltados para atender pacientes com perfil de média e baixa complexidade e não com leitos de UTI. E quando o quadro do paciente complica ele normalmente vai para uma enfermaria com atendimento mais avançado, até a remoção para o hospital de referência.

Nesio destacou ainda que agora o estado chegou a ocupação de 53% de enfermaria. As UTIs já passam de 81% de ocupação. “Hospital de campanha atende ao perfil do leito de enfermaria, e não temos problema de enfermaria. Chegamos agora a 53%”, frisou.

Segundo o secretário, o governo do estado optou por garantir a expansão do número de leitos em estruturas próprias já existentes e em pleno funcionamento, como hospitais da rede pública e até particular. Além da estrutura pronta, eles contam com fluxograma em funcionamento e funcionários já habituados a todos os trâmites da rede. O governador Renato Casagrande já chegou a explicar, em pronunciamentos, que é mais barato comprar leitos de UTI em hospitais particulares do que construir hospitais de campanha.

“Saímos de 60 leitos de UTI exclusivos para covid-19 no início da pandemia e vamos chegar a 700 em junho. Isso é muito mais do que 7 ou 8 hospitais de campanha. Em relação a leitos de enfermaria, de 50 leitos vamos para mais de 600. É uma expansão robusta e ousada e de atenção de qualidade para a população capixaba”, ressaltou Nesio.

No início da pandemia, o Hospital Jayme dos Santos Neves e o Infantil, em Vitória, foram os primeiros a atender casos de covid-19. Atualmente, 19 hospitais, incluindo particulares, atendem a casos do novo coronavírus para leitos do SUS. O estado tem 981 leitos para covid-19 na rede pública, sendo 480 leitos de UTI e 501 de enfermaria, segundo dados do Painel Covid-19.

Espírito Santo terá 1,4 mil leitos de UTI e enfermaria até julho. Foto: Pixabay
Leitos de UTI e enfermaria estão sendo expandido no Espírito Santo. Foto: Pixabay

 


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