Podemos ensinar felicidade às crianças? - ES360

Podemos ensinar felicidade às crianças?

Hoje em dia muito se fala sobre felicidade e sua importância cada vez maior numa sociedade cada vez mais deprimida. Pesquisadores concluíram que felicidade não é assunto reservado somente a poetas e filósofos, felicidade é um assunto econômico, social e de saúde pública.

Tudo começou há 20 anos, com o professor e psicólogo Martin Seligman estudando as questões da felicidade. Seligman descobriu que as emoções positivas têm um papel muito maior do que simplesmente o bem-estar. Estamos falando de melhorar recursos intelectuais, físicos e até sociais. Pessoas mais felizes são mais criativas, generosas, engajadas, resilientes, se relacionam melhor, são mais saudáveis.

Mas será que a felicidade pode ser aprendida? De acordo com o cientista Richard Davidson, a felicidade é uma habilidade que pode ser desenvolvida, mas é preciso empregar esforço, tempo, foco e paciência.

Não aprendemos sobre felicidade. Pelo contrário. Aprendemos que felicidade é a satisfação dos desejos e que só serei feliz se eu for o melhor, ocupar primeiro lugar ou se tiver aquele carro ou aquela casa. E que um dia, talvez, depois de me aposentar, serei feliz. Nós crescemos assim, nossas crianças ainda crescem assim.

A boa notícia que é isso pode ser diferente. Algumas escolas, há algum tempo, já estão praticando a Psicologia Positiva, como por exemplo, a Saint Peter School, na Austrália. Mas enquanto essa metodologia não chega em nossas escolas, o que podemos fazer para desenvolver a habilidade da felicidade nas nossas crianças?

Podemos estimular, de forma lúdica, algumas práticas comprovadas pela ciência que aumentam a nossa percepção de felicidade: ser grato, cultivar relações positivas, se exercitar, aprender algo novo e meditar.

Alguns exemplos lúdicos:

• Criar um dia da bondade, com várias atividades para exercer a gentileza com colegas e familiares, como limpar a mesa, dar um abraço num amigo;
• Estimular o aprendizado de coisas novas, como um novo hobby, um jogo, ouvir uma música;
• Criar uma caixa de emoções positivas;
• Introduzir a prática de meditação, com o desafio de um minuto de atenção plena.

Com um pouquinho de criatividade podemos praticar a felicidade com nossas crianças e ajudar a criar uma sociedade mais justa, generosa, criativa, saudável e mais feliz.

Flávia da Veiga é empresária, publicitária e fundadora da BeHappier

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