PM que atirou em universitário vai à 1ª audiência na Justiça nesta quarta - ES360

PM que atirou em universitário vai à 1ª audiência na Justiça nesta quarta

Caio Rodriguez foi baleado em maio pelo soldado Alex Lopes Neves na Rodovia do Sol, em Vila Velha. O estudante perdeu o movimento das pernas

O policial militar Alex Lopes Neves, acusado de ter atirado no universitário Caio Rodriguez, 25 anos, será interrogado nesta quarta-feira, na 4ª Vara Criminal, em Vila Velha, durante a primeira audiência de instrução no caso. O crime aconteceu no dia 30 de março deste ano, no trânsito da rodovia do Sol. O soldado estava afastado de suas funções por licença médica. O tiro disparado contra o carro de Caio provocou lesão em duas vértebras da vítima, que perdeu os movimentos das pernas.

Também serão ouvidas testemunhas de acusação e defesa, além da vítima. O policial foi preso no dia 3 de abril e está no QCG (Quartel do Comando Geral) da Polícia Militar. Mesmo preso, Alex continua a receber o salário de R$ 3.133,99 (bruto).

A mãe da vítima, Flávia Rodriguez explica que, nesses primeiros meses, Caio fez sessões de fisioterapia e exercícios específicos. “Ele continua otimista. Acreditamos que vai voltar a andar. As chances são pequenas, menos de 10%, mas buscamos e corremos atrás de todos os tratamentos que estiverem ao nosso alcance. Mas isso demanda muitos gastos.”

Devido ao alto custo do tratamento do rapaz, o advogado de Caio, João Furtado Guerini, afirma que vai ingressar com uma ação de ressarcimento contra o estado. O valor ainda não foi definido, mas o pedido deve conter também uma pensão mensal para o estudante.

“Pelo policial ter atirado, em princípio, ele seria o responsável por uma eventual indenização. Mas diante de insolvência, ou seja, não ter dinheiro, vamos atrás do que consideramos ser o segundo responsável indireto pelo ocorrido, que é o estado. Afinal, o Alex apresentava um histórico de problemas dentro da polícia e atestados psiquiátricos. Portanto, o estado foi negligente na fiscalização da aptidão desse servidor em atuar em prol da sociedade e ainda portar uma arma”, alega o advogado de Caio.

“Nossa estratégia é desclassificar a acusação de tentativa de homicídio para lesão corporal, uma vez que o acusado não teve intenção de matar”, afirma o advogado de defesa Alexandre Cruz Hegner.

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