PF faz buscas em cinco estados contra doleiros que lavaram R$ 200 milhões - ES360

PF faz buscas em cinco estados contra doleiros que lavaram R$ 200 milhões

Operação realiza busca e apreensão em Pernambuco, Goiás, São Paulo, Ceará e Rio de Janeiro contra organização criminosa e investigados que usaram os serviços de remessa clandestina de bens ao exterior

Operação Amphis. Foto: Polícia Federal
Operação Amphis. Foto: Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta, 9, a Operação Amphis, para investigar uma organização criminosa transnacional dedicada à evasão de divisas, manutenção de instituição financeira clandestina, falsidade documental, descaminho e lavagem de dinheiro. Segundo a corporação, o grupo opera na Flórida, no Recife e outras capitais do país, tendo, somente no Brasil, movimentado mais de R$ 200 milhões nos últimos dez anos com contas bancárias abertas com documentos falsos ou em nome de empresas ‘fantasmas’.

Cerca de 60 policiais federais cumprem 13 mandados de busca e apreensão contra três doleiros de Recife, pessoas que os auxiliavam nas atividades criminosas, e investigados que usaram os serviços prestados pelo grupo, consistentes na remessa clandestina de bens ao exterior.

As ordens são cumpridas nos escritórios e residências dos suspeitos em Recife, Jaboatão dos Guararapes (PE), Goiânia (GO), São Paulo (SP), Fortaleza (CE) e Rio de Janeiro (RJ). Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal da capital pernambucana, que determinou ainda o sequestro de bens e bloqueio de contas dos investigados e de empresas ‘fantasmas’.

A PF informou que os agentes estão colhendo elementos que serão analisados pela equipe de investigação da Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros da PF em Pernambuco. As penas dos crimes investigados, somadas, podem chegar a 29 anos de prisão, diz a corporação.

O nome da operação, segundo a PF, deriva do prefixo ‘Amphi’, de origem grega, que significa ‘os dois lados’ utilizado na biologia para nomear cientificamente algumas espécies de animais. “Foi utilizado em função dos principais alvos terem, cada um, pelo menos duas identidades (algumas falsas) e ainda por atuarem tanto Brasil, quanto nos EUA”, afirmaram os investigadores.


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