Para empreender é preciso equilibrar incertezas e a vontade de vencer - ES360

Para empreender é preciso equilibrar incertezas e a vontade de vencer

A pesquisa “Empreendedorismo no Brasil 2019″, feita pela Rede Mulher Empreendedora, revela uma realidade que muitas mulheres já vivem há anos no país:  38% das empreendedoras que abrem o próprio negócio têm nessa atividade a principal fonte de renda da família. Mas a atuação que já começa com esse grande desafio, caminha com muitas histórias de superação.

Foi assim com a esteticista Mara Duplika, 41 anos, que após a separação, encontrou na área de estética corporal a renda necessária para manter a casa. “Após o fim do meu casamento, tive a necessidade de ser a principal fonte de renda da minha família. Ninguém acreditou em mim, nem mesmo a minha própria família. Mas eu escolhi seguir em frente, ter disciplina e apostar em uma área que eu sempre gostei. Quando eu me formei, tinha apenas duas clientes. Mas eu não me permitia desistir. Hoje, eu sobrevivo da minha profissão. Sustento a minha casa, crio o meu filho. E posso dizer que a persistência me tornou muito mais feliz, principalmente por ter acreditado em mim”, conta.

Equilibrar as incertezas e a vontade de vencer são pontos fundamentais para o sucesso das empreendedoras. Mas na prática, isso nem sempre acontece. Segundo os dados da pesquisa, os desafios para o sexo feminino passam, principalmente, pelas dúvidas na administração e pela falta de planejamento.

Essas situações fazem com que muitas ainda sintam-se tímidas em empreender. O levantamento da Rede Mulher Empreendedora mostra que apenas 34% dos entrevistados do sexo feminino se sentem capazes de planejar o próprio negócio, e 49% abrem uma empresa sem planejamento.

Para quem já empreende ou pensa em apostar neste mercado, a psicóloga e gerente de RH Natane Moyses orienta. “Planejamento é um pilar importante para qualquer pessoa que deseja abrir um negócio. No entanto, para as mulheres, esse conceito se expande pois, não temos apenas os pilares econômico e financeiro do negócio, temos também o tempo que será investido nele e dividido com os outros papéis que exercemos, quando temos filhos, por exemplo. Além disso, ainda temos parte do mercado que não nos recebem bem enquanto profissionais ou empreendedoras, aumentando nosso esforço e planejamento para ter um negócio bem-sucedido”, explica.

A coluna é assinada pelas jornalistas, feministas e workaholics Zainer Silva e Marcelle Secchin. Este espaço foi criado para tornar potente a discussão/troca sobre liderança e empreendedorismo feminino. É só vir!

Os artigos publicados pelos colunistas são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam as ideias ou opiniões do ES360.

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