Oposição quer explicações sobre ajuda de Abin na defesa de Flávio Bolsonaro - ES360

Oposição quer explicações sobre ajuda de Abin na defesa de Flávio Bolsonaro

A posição de Natália é reforçada por outros parlamentares da oposição que consideram que o caso pode até gerar um processo de impeachment do presidente

Ministério Público do Rio detalha ‘enriquecimento ilícito’ de Flávio Bolsonaro. Foto: Pedro França/Agência Senado
Oposição quer explicações sobre ajuda de Abin na defesa de Flávio. Foto: Pedro França/Agência Senado

A deputada federal Natália Bonavides (PT-RN) anunciou que vai requerer a convocação do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno. Ela quer que o general explique as denúncias publicadas pela revista Época indicando que a Abin ajudou o senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, na preparação de sua defesa no caso das rachadinhas.

“Estou requerendo agora a convocação de Heleno, ministro do GSI, que mentiu ao afirmar que não houve atuação da Inteligência para ajudar a defesa de Flávio Bolsonaro nas rachadinhas. A Abin produziu ao menos dois relatórios orientando Flávio e seus advogados. Imoral e ilegal!”, disse a deputada.

A posição de Natália é reforçada por outros parlamentares da oposição que consideram que o caso, se confirmado, pode até gerar consequências como um processo de impeachment do presidente.

“Gravíssima a denúncia de que Abin produziu relatórios para advogados de Flávio Bolsonaro pedirem anulação do caso Queiroz/rachadinhas na Justiça. O presidente está usando o órgão de inteligência nacional para ajudar seu filho investigado! Isso é motivo mais que suficiente de impeachment”, argumenta a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann.

“Absurdo! A máquina do governo federal só funciona para proteger esses pilantras da cadeia. O governo brasileiro, pago com o dinheiro do contribuinte, orientando a defesa de um investigado por corrupção. É motivo para o ministro cair. No mínimo!”, criticou o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) pelas suas redes sociais.

“Contudo, o ministro, que comanda a Abin, está sob orientação do presidente da República. Se ficar provado que Bolsonaro deu ordens para essa ação ou que, sabendo dela, não agiu para impedir, é o milésimo caso para impeachment”, acrescentou.

Estadão


Deixe um comentário:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Mais notícias
País

Governo do AM sugere abrir valas no interior por falta de oxigênio

Dia a dia

Covid-19: Espírito Santo registra 19 mortes e 1.208 casos em 24 horas

País

Secretário de SP diz que ainda aguarda posição sobre doses da Coronavac para SP

Mundo

Em razão da nova cepa, Itália suspende voos vindos do Brasil