Onde estão os guardas de trânsito? - ES360

Onde estão os guardas de trânsito?

Prefeituras da Grande Vitória detalham o efetivo diário, a rotina de trabalho e os principais locais de atuação dos profissionais

Trânsito na rua Humberto Martins de Paula, Vitória
Na rua Humberto Martins de Paula, na capital, o trânsito começa na praça do pedágio, sentido Américo Buaiz. Foto: Chico Guedes

O cruzamento trava, o congestionamento se forma bem à sua volta e você não consegue sair do lugar, mesmo com o semáforo aberto. A cena de quem trafega pelas ruas da Grande Vitória, principalmente na capital e nos horários de pico, é cada vez mais rotineira. E junto dessa realidade, normalmente vem uma reclamaçãocomum entre os motoristas: a de que faltam guardas nas ruas para destravar o trânsito. Afinal, onde eles estão? E por que é tão comum a percepção da população de que os guardas não estão nas ruas?

Um levantamento junto às prefeituras da Grande Vitória aponta o efetivo de agentes de cada município, a rotina de trabalho deles e os principais locais de atuação. Algumas cidades admitem que o quantitativo de profissionais não é o ideal, mas ponderam que não há como garantir a fiscalização em todo o município.

Vitória, por exemplo, possui cerca de 220 cruzamentos com semáforos e, no máximo, 50 guardas de trânsito por turno (divididos em duplas) para garantir não só a fluidez do trânsito nesses locais como também no entorno de escolas e desempenhar outras atividades, como atendimento a acidentes.

“Essa sensação (de que faltam agentes) é subjetiva. Às vezes o agente não está no local onde o motorista está, mas pode estar bem mais à frente, atuando na origem do problema, normalmente um cruzamento de maior fluxo”, explica o secretário de Segurança Urbana de Vitória, Fronzio Calheira.

Segundo Fronzio, existe um planejamento diário a ser seguido pelas equipes, que contempla os locais mais críticos. “Mas este planejamento está sujeito a imprevistos. E é para ordenar o trânsito que existe o semáforo, porque não há como colocar agentes em todos os lugares. O custo disso seria inviável”, diz.

Tecnologia ajuda na fiscalização

Os olhos que podem não estar nas ruas, normalmente são compensados pela presença das câmeras de videomonitoramento, usadas pelos municípios para auxiliar na fiscalização de trânsito – inclusive na aplicação de multas – e no acionamento mais rápido das equipes. Em Vila Velha, o grupamento de trânsito, que conta com 36 agentes, também recebe apoio de outros grupamentos da guarda, como o comunitário e o escolar.

O coordenador do Grupamento de Trânsito da Guarda de Vila Velha, Valter Siqueira, explica que a principal demanda da cidade é pela manhã, nos acessos à Terceira Ponte. “O guarda está ali para que possa haver respeito à regulamentação de trânsito, mas não há como viabilizar uma rota alternativa, por exemplo. O trânsito interrompido não é culpa da guarda”.

Por lá, os agentes, distribuídos em no máximo 14 por turno, se dividem também para atender a ocorrências, fazer a remoção de veículos e auxiliar em blitze e outras ações junto ao Detran-ES.

Em Cariacica, o efetivo é ainda menor: são apenas 17 agentes para toda a cidade. O município reconhece que o número não é suficiente e que o ideal seriam 50 profissionais, e promete que essa situação deve ser resolvida no ano que vem, quando será lançada a guarda municipal. A prefeitura da Serra informou que possui 57 agentes e que as prioridades de atuação são definidas de acordo com a demanda popular.

Raio-X dos agentes de trânsito na Grande Vitória
Raio-X dos agentes de trânsito na Grande Vitória
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