Obras do Cais das Artes devem ser retomadas até julho deste ano - ES360

Obras do Cais das Artes devem ser retomadas até julho deste ano

A obra do Cais das Artes está judicializada e aguardando trâmites de liberação para a possível retomada no primeiro semestre de 2021. Finalização vai custar R$ 70 milhões

Paradas há mais de cinco anos anos por pendências judiciais, as obras para finalizar o Cais das Artes, na Enseada do Suá, em Vitória, devem ser retomadas até o final de junho deste ano, segundo o governo do Espírito Santo. Para finalizar a estrutura, ainda devem ser gastos R$ 70 milhões. O órgão que está à frente da obra é o Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES). Segundo o DER, a obra do Cais das Artes está judicializada, aguardando os trâmites de liberação para a possível retomada no primeiro semestre de 2021.

O Cais das Artes, projetado pelo renomado arquiteto capixaba Paulo Mendes da Rocha, foi pensado para ser um complexo cultural com teatro, museu, biblioteca, auditório e espaço para espetáculos às margens da baía de Vitória. A obra começou em 2010 e tinha previsão para ser concluída em cerca de dois anos. Mas as intervenções foram interrompidas depois que a construtora decretou falência. Em 2013, as obras foram retomadas por outra empresa contratada e voltaram a parar em 2015, após apresentar suspeita de irregularidade. Até essa última etapa, mais de R$ 150 milhões foram gastos.

Sobre os 70 milhões para acabar a estrutura, o governo informou que o valor já era previsto no contrato e que foi reajustado de acordo com a inflação. E acrescentou que devido à paralisação da obra, a gestão anterior não deixou dinheiro reservado em caixa.

O DER informa ainda que a estrutura do prédio não apresenta riscos. O Cais das Artes é composto por três edifícios: um teatro, um museu e um prédio administrativo que vai abrigar a sede da Secretaria Estadual de Cultura.

“Obra tem valor arquitetônico enorme”

O conselheiro do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Espírito Santo (IAB-ES) Otávio de Castro defendeu a finalização da obra por ter um grande valor arquitetônico, além de ser uma paisagem marcante na cidade e ter identidade turística importante. “Aquela obra parada significa área abandonada e abre vaga para a falta de segurança, que é o que acontece em áreas inóspitas. Quando o Cais das Artes ficar pronto, vai ser tomado por pessoas e se tornará um espaço de convívio importante na cidade”, ressaltou.

O arquiteto acrescentou que assim que for finalizada, vai abrir espaço para outras reformas urbanas acontecerem, como no centro de Vitória, que precisa ser revitalizado e trazer projeto para que as pessoas permaneçam.


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