Obra do Portal do Príncipe vai durar 18 meses

Governo quer lançar ainda neste mês o novo edital de licitação para contratação da empresa responsável pela execução das intervenções

Publicado em · Atualizado há 1 semana

Obras no Portal do Príncipe, na Ilha do Príncipe, em Vitória. Foto: Chico Guedes
Desapropriações foram realizadas em 2014. Foto: Chico Guedes

Com previsão de serem retomadas no ano que vem, as obras do Portal do Príncipe, na Ilha do Príncipe, em Vitória, podem durar até um ano e meio para serem concluídas. A intenção do governo do estado é lançar ainda neste mês o novo edital de licitação para contratação da empresa responsável pela execução das intervenções. Segundo a Semobi (Secretaria de Estado de Mobilidade e Infraestrutura), a adequação do projeto está sendo finalizada.

As obras de melhoria viária na saída Sul da Capital chegaram a ser iniciadas em 2014. Na época, o projeto previa a construção de um viaduto com 274 metros, além de rede de drenagem, mudanças de sinalização viária e paisagismo. O custo da obra era de R$ 19,7 milhões.

Mas o contrato com a empresa foi cancelado e um novo projeto foi lançado, sem viaduto e com faixas exclusivas para caminhões, facilitando o acesso ao porto de Vitória. Contava, ainda, com faixas para bicicletas e para ônibus, além de 3,5 km de novas vias. Os recursos viriam de contrato junto ao BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento). No entanto, o projeto também não foi à frente.

Desapropriações começaram em 2014

Iniciadas em 2014, todas as desapropriações de imóveis necessárias para a realização das obras foram concluídas.

Em 2017, o estado informou que já havia gasto mais de R$ 21 milhões na desapropriação de 13 imóveis na região da Vila Rubim. Os valores atualizados não foram informados. O último projeto do governo previa que o local seria utilizado como um ponto de integração de transporte coletivo para a Grande Vitória.

A conclusão da obra do Portal do Príncipe está prevista no Plano Plurianual 2020-2023 do governo do estado, anunciado no início deste mês. O governo, porém, ainda não detalhou o que será mantido do projeto original ou do último estudo elaborado.

Levantamento aponta 56 obras paradas no Estado

Um levantamento divulgado pelo Ibraop (Instituto Brasileiro de Auditoria de Obras Públicas) apontou que o Estado tem 56 obras paralisadas, orçadas em mais de R$ 844 milhões. Os dados foram fornecidos pelo GeoObras, sistema de acompanhamento de obras e serviços de engenharia do TCE-ES (Tribunal de Contas do Estado), que é atualizado pelos órgãos responsáveis pelos projetos. Sob responsabilidade das administrações municipais, há 175 obras paralisadas, orçadas em mais de R$ 352 milhões.

Entre as obras paradas, algumas não chegaram a sair do papel, como a da Praça do Cauê, em Vitória, que foi contratada em 2013 por R$ 1,4 milhão, mas não começou. Outras, no entanto, já foram entregues, como a da Rodovia José Sette, em Cariacica, que depende apenas de conclusão de uma rede de drenagem, explica o diretor do DER (Departamento de Estradas de Rodagem), Luiz César Maretto.

Maretto reconhece a paralisação de obras nos últimos anos e diz que o estado está empenhado em retomá-las.

Para <strong>discutir as causas e consequências das paralisações</strong>, o Ibraop realiza a partir desta quarta-feira (11) o <strong>Encontro Nacional de Auditoria de Obras Pública</strong>, em Vitória. Informações sobre o evento no ibraop.org.br/enaop2019.