O poder do presente - ES360

O poder do presente

Carnaval chegou ao fim.

Realmente vivemos o carnaval? Ou passamos os 4 dias de folia ansiosos com medo que acabasse e por isso não aproveitamos como deveria? Curtimos cada segundo? Cada beijo, cada gargalhada com os amigos?

Você se sentiu assim? Pode parecer estranho, mas acontece com todos nós. Isso acontece por que nunca estamos no presente. Um dos maiores problemas da humanidade é a nossa total desconexão com o aqui e agora. Estamos tão preocupados com as contas que temos para pagar no futuro, com a culpa sobre os erros que cometemos no passado e com a vida paralela que vivemos nas redes sociais, que esquecemos de viver o aqui e agora. Mesmo nos bons momentos.

Lao Tzu já dizia que se está depressivo é porque está a viver o passado. Se está ansioso está a viver o futuro. Se está em paz está a viver o presente. Esse sábio que viveu por volta de 600 a.C. na China entendia de felicidade, mesmo antes de ser comprovado pela ciência, a importância do presente para ser mais feliz.
Com as descobertas recentes da neurociência, cientistas mostraram que a nossa mente está divagando em 50% do tempo e nós nos sentimos menos felizes quando não estamos focados no presente. A habilidade de estar com a atenção focada no aqui e agora, no que estamos fazendo, em quem está conosco, ou com quem estamos conversando é importante para a felicidade. E não é só importante para nós, mas para as pessoas que amamos também. Tenho percebido os casais e famílias nos restaurantes cada um no celular. Ninguém conversa mais! E isso é ainda mais grave para as crianças. Uma pesquisa realizada Conselho de Medicina do Paraná mostrou que 87% das crianças se sentem trocadas por um celular. Isso é muito sério. Quais serão as consequências disso? Ainda não sabemos.

Mas daí surge uma outra questão, o apego. E não se engane, nos apegamos tanto ao negativo quanto ao positivo. É aquele beijo no carnaval que você quer que nunca acabe. Pode até ser que ele dure além dos 4 dias de folia, mas nunca será igual. A isso chamamos de impermanência, pois tudo muda. Nada permanece igual. Nada é para sempre.

E escrevendo esse artigo me vejo como Fausto de Goethe ao viver a angústia da impermanência: ao final do meu carnaval acompanhada com pessoas que amo, tudo o que eu queria era congelar esse momento para sempre. Mas não posso. Nem devo tentar. Tudo o que posso fazer é viver intensamente cada instante desse restinho de tempo que ainda me resta, e viver no presente, no aqui e agora, pois é o único local e hora para ser feliz.

Flávia da Veiga é empresária, publicitária e fundadora da BeHappier

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